Sociedade / Março 04, 2015

Que paixão é essa?

E aí, galera?! Ganhei um espaço no blog do meu irmão, para falar sobre um assunto que, modéstia à parte, eu manjo um pouco. Para os que me conhecem, três pautas viriam à mente: religião, futebol ou política. Quem não faz ideia de quem eu sou, irá um pouco mais longe; “ele vai falar da Xuxa na Record”. Não (nem sei da onde eu tirei isso).

Fui convocado a escrever sobre a coisa mais importante das menos importantes no mundo, o previsível quando se trata de um texto escrito por mim; o futebol. A palavra em si, já remete uma infinidade de sentimentos. Uns amam, outros odeiam. Faço parte da maioria, que desmarca compromissos para ver o jogo do time do coração, mas também integro uma minoria, que vai um pouco além e assiste aquele futebolzinho amador, que a Rede Vida transmite. Um verdadeiro circo dos horrores, com espectadores fiéis.

Mas, inegavelmente, o futebol é um espetáculo magnífico, capaz de aguçar os extremos de seus fãs. Como não se comover com um esporte que leva multidões, semanalmente, aos estádios pelo mundo? O que comove, no entanto, é a devoção dos torcedores. O olhar ao assistir um jogo pela primeira vez. A emoção de gritar gol. O orgulho da conquista de um título. A sensação das vitórias e lamentações nas derrotas. A missão incansável de gritar noventa minutos e seus acréscimos, acreditando que o seu grito, de fato, faz a diferença (e faz mesmo).

É um amor que atravessa gerações. Ao chegar na arquibancada, você terá uma criança impressionada com o ambiente, aconchegada no ombro do pai, conhecendo uma paixão que ele jamais abandonará. E, no mesmo lugar, um senhor com uma bagagem repleta de histórias, munido de um rádio à pilhas no ouvido, estará com os olhos cheios de lágrimas , como se aquele fosse seu primeiro jogo.

Mas, infelizmente, esse “mundo” é rodeado de pessoas ruins. Muitos bandidos, usuários de drogas, freqüentam estádios com um único propósito: estragar o espetáculo. Sinceramente, dispenso comentários sobre essa parte, porque esses marginais não merecem uma vírgula na história. Torço para que o futebol volte a ser motivo de alegrias, lembranças boas, comemorações, confraternizações entre amigos. Que ele passe a ser vivido e não temido. Que existam rivais e não inimigos. Que possamos ver torcedores de times diferentes, dividindo o mesmo espaço. Hoje, talvez, seja uma utopia, mas, quem sabe, não vire uma realidade?!

O que não pode, de forma nenhuma, é acabar com o show. Inclusive, quero pedir licença, deixar de lado a imparcialidade e encerrar o texto com a expressão que eu mais gosto: Vai, Corinthians!

Por Fabio Rocha.

por Hélio Santos


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