Sentimentos / agosto 10, 2015

Não faça promessas

Sim, para tristeza de todos eu voltei! \o/

Voltei com gás, disposição, entusiamo puro! Mentira, foi mais por falta do que fazer mesmo…

Mentira de novo, voltei porque deu saudades e vergonha na cara de escrever novamente no blog. Como vocês devem ter percebido (ou não), eu andei meio “sumido” aqui do blog, tipo… mais de dois meses. Mas como a fênix que renasce das cinzas, eis que eu renasci da minha preguiça e procrastinação e resolvi dar o ar de graça.

Até o fim da edição desse post eu não tinha a menor ideia do que escrever. Apenas achei que deveria ir escrevendo e ver depois o que ia sair. Não foi tudo no mesmo dia, foi um texto bem Frankenstein, cheio dos remendos, das pausas, de muita preguiça e falta de vontade. Foram bem uns 3 ou 4 dias pra terminar, talvez uma das postagens que mais demorei pra fazer. Não pelo conteúdo e sim pela disposição de fazê-lo.

Ultimamente ando muito assim, sem disposição pra certas coisas que tempos atrás eram prazerosas pra mim. Como malhar (isso é por falta de grana mesmo), desenhar, tocar violão, e escrever, que ultimamente era uma das coisas que me aliviavam do stress, nos últimos tempos, nem mesmo isso tem sido algo que faço. Pra falar a verdade não tenho feito nada. Nem mesmo o inglês que é algo que eu fiquei empolgado por muito tempo, ultimamente tem sido algo massante. Só trabalhando, ficando com a cabeça cheia, cansado, stressado, saio as vezes no fim de semana, encontro os meus amigos ou saio com minha família,  que tem sido uma das poucas coisas que tem sido bacana e que me sinto bem fazendo.

Maaaaas porém entretanto, todavia, as coisas que faço sozinho, coisas da minha rotina, ficaram de lado. Eu sei, puta papo depressivo do caramba. Mas, queria compartilhar isso, mesmo aqui, no lugar menos particular possível eu estou contando coisas particulares. Irônico não? Talvez, mas acredito que eu não seja o único a passar por essa situação, falar disso, pode ser bom para que outras pessoas possam falar também, refletir e tomar atitudes a respeito.

Preguiça acho que domina mesmo, acho que todo mundo tem aquele momento que não quer fazer nada, ou que as coisas que normalmente você faz ficam apenas…sem graça. E você só não tem vontade de fazer, ou está em busca de algo novo, que te traga um novo entusiasmo pra seguir em frente. Talvez descobrir é preciso, viver esses momentos ainda mais. Acho que estou começando a entender esse lance que escritores dizem sobre “bloqueio criativo”, ficar na ânsia de fazer algo novo, algo diferente e dai você se da conta que caiu na mesmice. E dai se pergunta: “Porque diabos eu estou fazendo isso?”. Ta aí uma pergunta que apenas cada um vai saber responder, pois os objetivos são diferentes, e o principio também.

Preguiçaaa

Preguiça…

O meu objetivo talvez esteja mudando, por isso essa preguiça, essa falta de vontade. Mas também acredito que só do fato de estar aqui, escrevendo esse texto sem pé nem cabeça escutando o cd Anacrônico da Pitty (que diga-se de passagem é na minha opinião um dos melhores dela) às 00:16 hrs de uma quinta-feira quente de inverno que mais parece verão, já dá indícios de que estou tentando sair dessa procrastinação toda sem sentido.

Hora de encerrar o texto fazendo promessas de mudanças onde tudo será novo lindo e belo! E com ideias utópicas de uma sociedade igualitária e justa para todos os cidadãos desse planta azul #sqn.

Hora de encerrar olhar a realidade, que nós nos desgastamos das coisas, das pessoas e isso é normal, não somos perfeitos, e isso acontece. O que muda nossa perpesctiva é a maneira que você lida com isso. Pegando essa “coisa” gasta e jogando fora, colando e remendando aqui e ali e depois tentando de novo, ou apenas seguindo em frente da melhor forma que puder.

Algo me diz que esse texto será alvo de várias releituras, que me fará relembrar de como é difícil se manter motivado, se manter disposto a fazer algo e não perder o “amor” por isso e simplesmente deixá-lo de lado. Escrever tem dessas, um amor que vai e volta. Um amor que as vezes te faz querer nem sair de casa e ficar agarradinho com ele pra todo o sempre, e por outras você não quer nem chegar perto pois está enjoado de ver aquela tela branca que deve ser preenchida com vária e várias palavras.

Já deveria ter terminado dois parágrafos atrás e estou no terceiro…Pitty obrigado pela companhia durante a composição do texto, seja sempre bem-vinda, me deixou mais focado, e que agora venham mais textos!

Puts…ainda consegui terminar com promessa de mudança (não perco essa mania…).

por Hélio Santos
Sentimentos / Fevereiro 16, 2015

Afinal, o que é o amor?

Fonte: Divulgação/Google

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Ah, o amor.

Palavra tão pequena, mas enorme no seu significado. Poetas, músicos, escritores, filósofos, sociólogos, antropólogos, até seus pais tentaram mais ninguém consegue ou conseguiu entender completamente o que significa o amor.

A meu ver, o que nos resta é senti-lo, vivê-lo, compartilhá-lo com o mundo, porque não?
Ou você é daqueles que quer o amor apenas para você? Uma criança mimada e egoísta que ainda não aprendeu que somos mais felizes quando compartilhamos.

Não tenha vergonha de dizer que não sabe amar, pois ninguém sabe. Estamos sempre aprendendo e melhorando o seu entender e o seu fazer acontecer. Tenha vergonha de não ter sentido o amor, pois meu caro, você não saber o que está perdendo. Não digo apenas no sentindo de perder ou ter o amor de um namorado (a) ou esposo (a), mas ter o amor, de um pai, de uma mãe, o amor do próximo. Assim como ensinou Jesus nos ensina, “ama teu próximo como a ti mesmo”, tem se tornado difícil missão nos dias de hoje. Pois muitas vezes temos dificuldade em lidar com as pessoas que estão no nosso dia a dia, o que dirá amar o nosso próximo.

Fonte: Divulgação/Google

Fonte: Divulgação/Google

Tarefa difícil que o mestre nos deu não? Acredito que em partes sim, pois se verdadeiramente queremos ser pessoas melhores e mais humanas o sacrifico é válido, porém não é fácil. Sentir um sentimento tão forte como o amor, tem que ser algo verdadeiro, sincero, e em um mundo onde muitas vezes as pessoas são consideradas e valorizadas por aquilo que possuem e não pelo que são, amar as pessoas com todas as suas fraquezas, defeitos e incertezas não é tarefa fácil.

No auge dos meus 21 anos, não aprendi e não sei descrever com clareza o que é amor. Até porque estou sempre aprendendo mais sobre ele, e sobre como as pessoas o enxergam. E isso, com certeza, vai ser um eterno aprendizado. Aprendizado esse que tem seus momentos de maiores esclarecimentos e que mais marcam o seu sentido. Como por exemplo ouvir um “eu te amo” apaixonado de quem se ama pode ser mais gratificante do que aquele aumento no salário que você espera a meses. Receber um afago da sua mãe ou pai quando não se está nos melhores dias e ouvir que tudo vai ficar bem, pode ser bem mais motivador do que assistir ou ler livros de autoajuda.

Simplesmente sentir o amor é algo incrível, dai talvez a dificuldade de explicá-lo, tamanha a sua magnitude de significados.

Apenas uma coisa me faz ficar triste quando tento entender o amor: das pessoas que não conseguem senti-lo ou não o querem. Pois se Deus nos fez para vivermos em abundância e vivermos para amar o nosso próximo como a nós mesmos, porque alguém não iria querer senti-lo?

Fonte: Divulgação/Google

Fonte: Divulgação/Google

por Hélio Santos
Sentimentos / Fevereiro 04, 2015

Jogando videogame

Fonte: Divulgação/Google

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Dizem que os homens não são bons observadores como as mulheres – desconfio muito que quem disse isso foi uma mulher – mas realmente isso é uma verdade. Pois se fosse diferente teria notado seus olhares para mim da maneira que noto agora. Levou tempo eu sei, com esse meu jeito sonhador de quem pensar longe e muitas vezes não está aqui, apenas de corpo presente. Mas perceber o quão especial sou para você me fez colocar os pés e a mente aqui, ao seu lado. Desejo a você eu já sentia, ensaiei e repeti diversas vezes várias conversas entre nós na minha mente. Mas, alguma coisa me impedia de me aproximar, talvez o desconforto por não saber o que falar e como falar, talvez por não ser tão observador e com isso ter notado seus olhares a mim. Mas por fim, estamos aqui, e perceber que também cultivava o mesmo sentimento por mim foi uma grata surpresa.

No começo, você sabe bem, foi difícil, para quem se acostumou a viver anos sozinho de repente compartilhar sua vida com outra pessoa não é algo tão simples de ser adaptado. Mesmo o meu desejo sendo latente, mudar minha postura e me adaptar a essa nova situação foi complicado. Eu já havia tentado fazer isso algumas vezes, mas nunca consegui, sempre apareciam empecilhos em ambas as partes. Discordâncias, resistência, ambos os lados querendo ser controladores e ninguém cedia. Mas, por algum motivo, que eu não sei o qual, com você é diferente. Com você, eu sinto a necessidade e a vontade de estar aqui, ao seu lado, todas as vezes que nos distanciamos sempre fiquei ansioso para o retorno, para te ver.

É como se eu sentisse que aqui, com você é meu lugar, lugar cujo qual eu não quero sair. Tenho o hábito de me autoavaliar constantemente, nas minhas ações, nas minhas escolhas e para onde elas me levam. E perceber que você tem me levado ao mundo e a um lugar totalmente novo pra mim, ter me mostrado o quanto eu ainda não conhecia da vida e o que ela pode nos proporcionar. Tudo isso pode parecer clichê e realmente é, mas um clichê que não cansa de se repetir e constantemente vem acontecendo e acontecendo. E porque isso? Porque as pessoas por mais modernas, mentes abertas e bem resolvidas que sejam, sempre buscam algo para que se sintam realizadas e principalmente felizes, tanto física e psicologicamente. Seja no trabalho, com alguma atividade física ou recreativa, e outras que encontram essa realização junto de outra pessoa. Dividindo momentos que se tornam inesquecíveis em suas lembranças.

E com você tenho e quero sempre ter esses momentos, aquela velha história de tampa da panela, talvez seja verdade. Mas em uma analogia mais moderna, acredito que seja como jogar uma partida de futebol no videogame. Você consegue jogar sozinho e é até legal assim, você se vira bem, e até consegue vencer várias partidas. Mas fica bem mais emocionante quando tem alguém para jogar junto, você se diverte mais, se sente melhor com isso, é como se a companhia da outra pessoa te desse animo para continuar jogando e jogando e não perceber o tempo passar.

Mais do que estar com alguém para te completar, estar com alguém para te fazer feliz e você feliz a ela, talvez esse, seja o segredo.

por Hélio Santos
Sentimentos / Março 27, 2014

O meu mundo poderia ser o nosso.

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“E ela estava lá, sentada, admirando o dia que se iniciava, tocando as flores do jardim, sentindo os primeiros raios de sol que invadiam sem permissão todos os cantos do seu corpo. Ela sorria como se estivesse sendo abraçada por alguém que não via a anos e se sentia bem com isso.

Deleitava-se ao ver como a natureza era bela e sentia imenso prazer ao tocar e estar por entre toda aquela “vida”. Cantarolava uma canção qualquer e o dia parecia pausado naquele momento, sendo eterno, onde se repetia e repetia diversas vezes na minha mente. Ficava ali observando, imaginando, desejando, pensando o que faria ao lado dela, querendo estar lá com ela, sentindo seu perfume que provavelmente deveria ser de rosas, por tanto adorá-las, tocar sua pele que provavelmente deveria ser macia e delicada como uma rosa que é bem tratada e cuidada. Ouvir mais de perto aquela canção que ela tanto cantarolava e que soava como um hino que teimava em ficar gravado e registrado em minha mente.

Mas como fazer isso? Como sair da minha zona de conforto? Como sair do meu mundo fechado e mostrar aquela mulher o quanto eu a desejava? Será que um dia ela me notou? Será que já olhou pra mim com outros olhos, os olhos cujos quais eu a olhava? Acho que não, e acho que nunca fara isso. Acho que nunca vou tê-la como queria. O melhor é ficar no “meu mundo”.”

“E ele estava lá, parado próximo a cerca que separava nossos quintais, com aquela expressão séria e serena, mas que me trazia uma sensação de tranquilidade, como se ele estivesse ali apenas me admirando, ou as flores do meu jardim. Sempre com uma xícara de café na mão, deveria ser mais um daqueles que não consegue começar o dia com bastante cafeína.

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Me encantava e me deixava cada vez mais instigava a querer conhecer todo o charme que se escondia por debaixo daquele óculos de armação grossa e bem estilosos.

Ficava ali, regando e admirando toda aquela natureza, todas aquelas flores e imaginando como seria ele estando ali comigo, imaginando o tom da sua voz ao me chamar, suas mãos firmes e másculas me abraçando e me tocando, as conversas que teríamos e os assuntos dele que provavelmente seriam bem inteligentes e ele passaria horas tentando me explicar o que significavam.

Mas como fazer isso? Como sair da minha zona de conforto? Como sair do meu mundo fechado e mostrar aquele homem o quanto eu o desejava? Será que um dia ele me notou? Será que já olhou pra mim com outros olhos, os olhos cujos quais eu o olhava? Acho que não, e acho que nunca fara isso. Acho que nunca vou tê-lo como queria. O melhor é ficar no “meu mundo”.”

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por Hélio Santos

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