Sociedade / Março 10, 2015

A guerra do feminismo continua…

“Não, sexo frágil jamais. Sexo encantador, sexo delicado, que deve ser amado, agraciado, mimado, mas não muito, pois mimo demais a deixa ainda mais exigente. E se você não é daqueles que sabe ser agradável todo tempo, não será o certo para ela. E acima de tudo, sexo que deve ser RESPEITADO.

A luta foi grande, e ainda é, para ter o mesmo reconhecimento e merecimento que o sexo oposto tem na sociedade, mas muito já foi conquistado. E mesmo que tudo seja conquistado, só ira confirmar algo que os homens mais sensatos e as mulheres mais sábias já sabem há séculos: a mulher é o sexo forte.”

Esse é o trecho de um texto que escrevi no blog há um ano atrás, que você pode ler aqui: https://urbanaviida.wordpress.com/2014/03/11/porque-mulher/

Muito se mudou nesse tempo, e muita coisa claro ainda permanece a mesma. Relendo meu texto sobre o dia internacional da mulher, percebi o quanto ele estava genérico e apesar de gostar da maioria dos textos que escrevo, vi nesse, que acabei apenas escrevendo mais do mesmo, não que a minha visão sobre o assunto era errada ou generalizada mais de certa forma não tinha nada que eu consideraria original, ou que nunca tinha visto algo semelhante em outro blog, matéria no jornal, post no facebook, etc. E com isso pensei que todos estamos ficando fadados a ter esses pensamentos em uma data que se torna cada vez mais importante e polêmica na sociedade, quando na verdade ela deveria ser bem mais do que “mais do mesmo”. Com textos, artigos, matérias, propagandas sobre o quanto a mulher é especial, mas que ao mesmo tempo mostram uma visão mais frágil e com os mesmo esteriótipos que teimam em continuar.

Pois hoje, mais do que nunca as mulheres lutam por igualdade e da mesma forma nunca se viu tanta represálias com isso. As vezes tenho a impressão de que é um mix de quem pode mais, um braço de ferro que não tem ganhadores, digo isso me referenciando aos extremistas que não sabem dosar de ambos os lados (feministas e machistas) o quanto levar o tema ao nível que não deveria prejudica e só torna a discussão banal, mas infelizmente isso é presente. Pessoas que dizem que mulheres devem ser sim submissas aos homens e ponto final, outras que consideram que todos os homens do mundo deveriam deixar de existir e outros absurdos que encontramos facilmente por aí.

É claro que em toda “guerra” tem o lado do meio termo, a galera que defende os verdadeiros ideias de uma forma mais coesa e tenta equilibrar essa balança, e é por essas pessoas que o dia da mulher deveria ser mais lembrado, pelas mulheres que sofrem e por aquelas que não sofrem mais sabem que abraçar a causa é importante para inúmeras pessoas. E nós homens não machistas aonde ficamos nisso tudo? Tenho muita dúvida nessa “polêmica” toda. Pois por um lado assim como a galera GLS, que apesar de não sofrer diretamente com o preconceito apoiam e protestam junto, também acho que os homens que são realmente conscientes sobre o feminismo também deveriam fazer o mesmo. Mas ainda por outro lado, obviamente eu sou homem e sendo tal, não sou capaz de mensurar todas as dificuldades, dramas, sentimentos, dores e desafios que as mulheres enfrentam, é abraçar algo que você não entende, mas está fazendo porque acha fofo ou porque tudo mundo também está fazendo, e penso eu, que não seja esse o objetivo. É além disso.

Tudo isso, sobre qual posição tomar é complicada, visto as inúmeras visões que temos dentro desse cenário, mas visando ter uma visão mais igual (e dar um desfecho descente a esse texto) vejo que a melhor saída é voltar ao que o feminismo já diz: igualdade. Simples assim, sermos iguais, sermos respeitados com nossos gostos, nossas vontades, nossas opções sexuais, classes sociais, etnias, doutrinas, é isso que nos faz sermos quem somos, é isso que nos faz sermos únicos. A partir do momento que não só a menoria mais a maioria entender certos conceitos e ideias como este, poderíamos enfim começar a fazer com que inúmeras utopias passem de ser sonhos e se tornarem de fatos realidade.

por Hélio Santos
Projeto 6 on 6 / Março 06, 2015

Projeto – 6 on 6 (Março)

Chegamos a março, chegamos no dia 06 e a mais uma postagem do 6 on 6. Esse mês já começou com um tema meio desafiador pra mim, cores. A primeira coisa que veio a minha mente foi “como vou conseguir focar em uma única cor em fotos?” não tinha a menor ideia de como fazer isso, de qual cor escolher, de quais fotos tirar e como tirar. Enfim! Mil dúvidas surgiram até que eu conseguisse chegar a um consenso. Resolvi por fim trazer uma cor que particularmente não sou muito fã mais que o seu significado é muito profundo e reflexivo pra mim. Na viagem que fiz em Fevereiro pude presenciar, ver, sentir como o verde faz parte da nossa vida, e como em contato com tanta natureza me trouxe uma tranquilidade e calma que não sentia a algum tempo. Além de representar a natureza e todo ser selvagem o verde pode significar para alguns esperança. Esperança de uma vida melhor, de pessoas mais sensíveis que saibam respeitar a diferenças, esperança que possamos ser pessoas cada vez melhores.

Enfim, já escrevi demais para um post sobre fotos, então vamos a elas:

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Acho que estraguei o momento do casal…

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flagrando a caminhada da minha mãe…

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flagrando o menino tomando um banho do chafariz…

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apesar de muita natureza ainda temos uma parte mais “urbana”

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E por fim esse foi o 6 on 6 de março..espero que o próximo tema seja menos difícil. Se bem que, os desafios são bons, assim você pode superá-los e aprender com as dificuldades que passou.

Até o próximo mês com uma nova postagem e abaixo estão os blogs das meninas  que estão no projeto comigo, visitem!

Bárbara: www.cafecombabis.com.br
Mila: http://rainhadodrama.com
Bianca: www.apenascoisinhas.com
Karol: www.infinitanowhere.com
Marianne: http://meninadepalavra.com

por Hélio Santos
Sociedade / Março 04, 2015

Que paixão é essa?

E aí, galera?! Ganhei um espaço no blog do meu irmão, para falar sobre um assunto que, modéstia à parte, eu manjo um pouco. Para os que me conhecem, três pautas viriam à mente: religião, futebol ou política. Quem não faz ideia de quem eu sou, irá um pouco mais longe; “ele vai falar da Xuxa na Record”. Não (nem sei da onde eu tirei isso).

Fui convocado a escrever sobre a coisa mais importante das menos importantes no mundo, o previsível quando se trata de um texto escrito por mim; o futebol. A palavra em si, já remete uma infinidade de sentimentos. Uns amam, outros odeiam. Faço parte da maioria, que desmarca compromissos para ver o jogo do time do coração, mas também integro uma minoria, que vai um pouco além e assiste aquele futebolzinho amador, que a Rede Vida transmite. Um verdadeiro circo dos horrores, com espectadores fiéis.

Mas, inegavelmente, o futebol é um espetáculo magnífico, capaz de aguçar os extremos de seus fãs. Como não se comover com um esporte que leva multidões, semanalmente, aos estádios pelo mundo? O que comove, no entanto, é a devoção dos torcedores. O olhar ao assistir um jogo pela primeira vez. A emoção de gritar gol. O orgulho da conquista de um título. A sensação das vitórias e lamentações nas derrotas. A missão incansável de gritar noventa minutos e seus acréscimos, acreditando que o seu grito, de fato, faz a diferença (e faz mesmo).

É um amor que atravessa gerações. Ao chegar na arquibancada, você terá uma criança impressionada com o ambiente, aconchegada no ombro do pai, conhecendo uma paixão que ele jamais abandonará. E, no mesmo lugar, um senhor com uma bagagem repleta de histórias, munido de um rádio à pilhas no ouvido, estará com os olhos cheios de lágrimas , como se aquele fosse seu primeiro jogo.

Mas, infelizmente, esse “mundo” é rodeado de pessoas ruins. Muitos bandidos, usuários de drogas, freqüentam estádios com um único propósito: estragar o espetáculo. Sinceramente, dispenso comentários sobre essa parte, porque esses marginais não merecem uma vírgula na história. Torço para que o futebol volte a ser motivo de alegrias, lembranças boas, comemorações, confraternizações entre amigos. Que ele passe a ser vivido e não temido. Que existam rivais e não inimigos. Que possamos ver torcedores de times diferentes, dividindo o mesmo espaço. Hoje, talvez, seja uma utopia, mas, quem sabe, não vire uma realidade?!

O que não pode, de forma nenhuma, é acabar com o show. Inclusive, quero pedir licença, deixar de lado a imparcialidade e encerrar o texto com a expressão que eu mais gosto: Vai, Corinthians!

Por Fabio Rocha.

por Hélio Santos
Sociedade / Março 02, 2015

Os homens são cães

Já passavam das 23:00 hrs, aquela sexta-feira a noite estava particularmente especial. Sentir aquele vento batendo contra meu rosto enquanto dirigia pela avenida principal da cidade foi uma sensação libertadora. Como se naquele momento eu realmente sentisse o que era liberdade e ser livre. O rock enlouquecidamente alto e incrível do ACDC embargava minha mente de uma forma que me sentia fora do corpo, leve.

Todas as preocupações, angústias, naquele momento simplesmente tinha sido deletadas da minha mente, e só aquele momento importava. A cidade estava com um brilho especial, era uma noite bem quente e ao mesmo tempo agradável, várias pessoas circulando pelas ruas, conversando, se divertindo, ou procurando diversão como eu. Estacionei o carro em frente ao “templo sagrado” e mais libertador naquele instante.

O primeiro gole na cerveja gelada foi além de refrescante o início do que a noite seria. Ótima. Coincidência ou não, encontrei dois amigos recém chegados ao estabelecimento com o mesmo brilho nos olhos que eu estava, brilho aquele de homens que procuravam um momento de puro lazer e distração, foi a deixa para o inicio de resenhas, discussões sobre futebol, relacionamentos, mulheres, a vida. Sobrou tempo até para nos sentirmos os experts em assuntos mais complexos como a economia e o momento político do país. Naquele momento em meio a risadas, vários copos de cerveja já vazios, analisando aquela situação toda, me veio o pensamento de que o homem atual é como um cão. Isso mesmo, um cão. Dê a ele comida, bebida e uma maneira de gastar suas energias e ele estará satisfeito. Mas…será mesmo que somos isso? Sentados aqui em um bar qualquer, bebendo, comendo, jogando conversa fora e paquerando as mulheres que se aproximam? Talvez sim, talvez não. Acima disso, talvez nossas atitudes podem nos definir melhor. E se nossas atitudes eram sempre estarmos ali reunidos, talvez de certa forma, somos cães.

 

Fonte: Divulgação/Google

Animais evoluídos, de tamanha inteligência, capazes de desenvolver as mais complexas máquinas, os mais belos e enormes edifícios. Criar civilizações praticamente do nada e se manter no topo de toda a cadeia alimentar. Esse somos nós, seres humanos. Mas, apesar de toda essa superioridade humana, ainda há dentro de nós uma parte animal encrostada, pressa em nosso ser, desesperadamente louca pra sair. E sentindo essa necessidade de sair, nos encontramos nos bares, nas conversas entre amigos, em uma partida de futebol e que você xinga desesperadamente um aparelho TV que não vai te responder, nas peladas do fim de semana,entre outras situações. Essas e entre outras atitudes são consideradas atitudes puramente “masculinas”. Igualmente como animais selvagens, vejo que todos temos nossas necessidades básicas, não só de comer, beber e nos manter vivos, mas de extravasar, de botar pra fora todas as angústias, ansiedades, inseguranças  e preocupações.

Em um mundo onde se cobra tanto de todo mundo, estar aqui, em um bar bebendo e jogando conversa fora significa mais do que simplesmente o ato de beber e conversar, significa um espaço e um momento onde podemos deixar todos os problemas e sermos nós mesmos. Com todos os problemas, medos, dificuldades. Isso não nos torna menos homens ou mais homens, pois além de tudo isso, ainda temos a preocupação e o achismo que em plano século 21 os homens devem se manter firmes, inabaláveis, fortes e rústicos, sempre mostrando e exibindo sua superioridade e força, quando sabemos lá no fundo que não somos isso a tempos.

Isso não significa que somos menos ou mais que as mulheres, significa que somos igualmente humanos e que assim como todos, devemos ser que somos, simplesmente isso.  Mas, depois do quinto copo essa discussão interna de quem somos e do lugar que ocupamos no mundo não faz mais sentido algum. — Garçom, desce mais uma que hoje é dia de extravasar.

por Hélio Santos
Olhares Urbanos / Fevereiro 25, 2015

Projeto – Olhares Urbanos (Fevereiro)

E assim chegamos a o último post de Fevereiro. Cada dia a menos de fevereiro é uma tristeza maior em saber que as férias vão acabando. Mas também alegria pois consegui realizar algumas das coisas que planejei, nem tudo saiu como esperado (e nunca sai mesmo), mas toda a experiência valeu a pena. Pude fazer coisas que a tempos não fazia, continuar a fazer outras que gostava e me desafiar fazendo coisas que jamais tinha feito. Fica agora um pouco do que vi e do que percebi nesse fevereiro que são não passou tão rápido por conta do término do horário de verão.

Poços de Caldas (MG)

Poços de Caldas (MG)

Poços de Caldas (MG)

Poços de Caldas (MG)

Mercado municipal - Poços de Caldas (MG)

Mercado municipal – Poços de Caldas (MG)

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Praticando a antiga arte de escrever.

Com certeza um dos melhores momentos das férias!

Com certeza um dos melhores momentos das férias!

Uma das várias praças - Poços de Caldas (MG)

Uma das várias praças – Poços de Caldas (MG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E assim vai acabando Fevereiro, foi um mês diferente claro, e caramba, pensando agora, gostaria de “resetar” a fita e começar de novo. Mas, como diz meu velho e querido pai “A Vida é para frente e para o alto”. Que venha março, até o ano que vem Fevereiro!

por Hélio Santos
Nostalgia / Fevereiro 23, 2015

Sessão Nostalgia – Doces Retrô

Confesso que fazer esse post do sessão nostalgia me deu um pouco de tristeza, pois como só o faço no final de cada mês, escrevê-lo agora significa que minhas férias estão chegando ao fim…triste realidade, mas enfim, isso é assunto para um outro texto. Nesse vamos falar sobre coisas nostálgicas, ou melhor, comidas nostálgicas.

Como muitos devem saber (eu inclusive) a vida de estudante universitário não é nada fácil. Ler um milhão de livros, escrever um milhão de coisas, um milhão de aulas e exercícios para acompanhar, um milhão de shops para tomar…resumindo, várias coisas que requerem nossa atenção e nossa dedicação. Sendo assim, se você não é estudante de universidades federais e recorreu as instituições privadas para realizar seus sonho de fazer aquele tão almejado curso s também sabe que viver nesse momento acadêmico tem um custo que dependendo do nível financeiro dos estudantes é um custo relativamente ou completamente alto. Dessa forma muitas pessoas recorrem a meios para ter a possibilidade cursarem seus cursos sem ficar com a corda no pescoço, usando os famosos programas federais de incentivo a educação como o PROUNI, FIES, SISU que são os mais conhecidos. Mas como a concorrência e disputa para utilizar as vagas para esses programas é enorme, muitas pessoas acabam não conseguindo essa ajuda. E então fica a pergunta, o que fazer?

Muitos desses estudantes trabalham, mas, na maioria das vezes o salário não é lá essas coisas e o valor da mensalidade é absurdo. Sem contar as despesas adicionais como

Fonte: Divulgação Google

Fonte: Divulgação/Google

livros, transporte, alimentação, etc. Eis que ai surge uma saída que algumas pessoas já estão buscando e muitas estão conseguindo se virar bem com isso. A verdade de doces. Muitos universitários nessa difícil situação acabam optando pela venda de doces nas próprias universidades para aumentar a renda e assim conseguir ter um pouco de alivio no fim do mês. Na faculdade onde estudei haviam várias pessoas que faziam isso, mas me recordo que dentre essas pessoas uma se destacava pelo seu diferencial: vendia doces retrô. Era a febre na faculdade, a maioria dos estudante tinham entre 20 – 25 anos e aqueles doces retravam bem a infância de muitos deles. Guloseimas como doces de abobora, pé de moleque, geleia de mocotó (em alguns lugares conhecia como “Maria Mole”), cocada, dadinhos, suspiro, aqueles pirulitos que você tinha que colocar em um saquinho de açúçar, e outros que não me lembro agora. Havia também alguns doces mais comuns hoje como trufas, brigadeiros, etc. Mas sem dúvida eram os retrô que faziam maior sucesso.

Não sei dizer ao certo mas todas as vezes que comia aqueles doces era quase que instantâneo lembrar da minha infância, da casa da minha avó, onde vivia comendo esses doces (e ainda continuo fazendo),  era um momento de pura nostalgia mesmo, relembrar momentos bons, brincadeiras, risadas, pensar como naquela época nossas preocupações eram outras, que horas iria passar chaves no tv, o que minha mãe tinha feito no jantar, fazer aqueles exercícios chatos de matemática, implorar pra minha mãe me deixar acordado um pouco mais tarde pra assistir o filme do Street Fight.

Com certeza não só pelo prazer de comer, mas também pelo prazer de reviver, recordar momentos tão bons que as vezes parece que simplesmente não existiram mais, pois não recordamos mais isso, não vivemos mais esses momentos.  Porém, se tem uma coisa que eu estou aprendendo com o passar do tempo que muitas vezes “recordar é viver”.

por Hélio Santos
Sociedade / Fevereiro 19, 2015

Porque não uma doação pode salvar vidas?

Fonte: Divulgação/Google

Fonte: Divulgação/Google

Em época de carnaval, tudo é motivo pra folia, alegria, diversão, pular pelas ruas feito pipoca, nos famosos blocos, ou ir nos sambódromos acompanhar os desfiles das escolas de sambas, mas há também aqueles que correm desse folia toda e preferem o descansado e marasmo, enfim, existem gostos e folias para todos.

Carnaval sempre foi essa festa digamos “mundana” onde tudo mundo se diverte, festeja, e muitas vezes as pessoas nem sabe o porque. Afinal, sempre tem que ter algum motivo pra comemorar? Boa pergunta se fazer a um folião. As pessoas fazendo todo em bastante quantidade: dançam, bebem, transam, as vezes brigam, as vezes fazem as pazes, e depois tudo volta no mesmo ciclo. Quem ai não tem um amigo ou parente que faz aniversário em Novembro, pois é, avise ele que provavelmente foi por causa do Carnaval que ele veio a este mundo. A palavra carnaval é originária do latim,carnis levale, cujo significado é retirar a carne. O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de enquadrar uma festa pagã. Deve ser dai que temos carne em “abundância” nessa época do ano. Bom, que quiser saber um pouco sobre o carnaval tem o link abaixo contando um pouco mais da origem do nosso amado/odiado Carnaval.

http://www.brasilescola.com/carnaval/historia-do-carnaval.htm

O fato é, que o carnaval apesar de ser a festa da alegria e diversão, é a festa dos excessos e da irresponsabilidade. Onde muita gente abusa de bebidas alcoólicas, passa dos limites e acaba se envolvendo em brigas, discussões, e acidentes. Prejudicando a vida de várias pessoas. Vidas que podem ser salvas por um simples gesto, que muita gente acha complicado ou simplesmente porque não entende e tem medo. O de doar sangue. Nessa semana em vez de pular carnaval foi até o Hemocentro da minha cidade doar sangue pela primeira vez. Nada contra quem estava na folia, até porque todos tem direito de se divertir, só quero chamar a atenção para esse post da importância que a doação tem e que na maioria das vezes as pessoas a ignoram.

Fonte: Divulgação/Google

Fonte: Divulgação/Google

O procedimento em si foi bem simples e rápido, minha doação não durou mais que dez minutos. Eu sempre pensei que levava uma vida encher aquela bolsa de sangue. Não deu tempo nem de tirar um cochilo naquela poltrona acolchoada reclinável. (Perdi minha chance).
Como foi a primeira vez tive que realizar todo um cadastro junto ao Hemocentro, passar por uma entrevista com médico, onde ele fez inúmeras perguntas sobre a minha saúde, algumas até eu diria, um pouco constrangedoras, mas necessárias.

Nos minutos em que estava fazendo a doação conversei um pouco com a enfermeira que me acompanhava e nessa conversa acabei sabendo o quão é difícil obter novos doadores, e mesmo as pessoas que são doadoras não mantêm uma frequência nas doações. São doadores-turistas, só vão aos bancos coletores de sangue pra conseguirem atestado médico e ficarem livres do trabalho naquele dia, ou para emendar com algum feriadão, o que aconteceu na segunda-feira, véspera do Carnaval. Muitas pessoas estavam fazendo doações para poderem emedar o feriado e ter mais tempo livre pra “pipoquear” por aí. Mesmo quando a pessoa vai fazer o bem, pensa primeiro no que vai lhe favorecer.

Existem também a dificuldade de divulgar mais sobre a doação, de fazer as pessoas ficarem mais informadas sobre o assunto e se conscientizarem a respeito. Por uma parte os órgãos responsáveis não realizam o devido empenho para que isso aconteça e por outro a população não se disponhe a conhecer e se interar sobre a campanha.

O seu sangue é universal, ele não distingue cor, religião ou orientação sexual. (Fonte: Divulgação/Google)

O seu sangue é universal, ele não distingue cor, religião ou orientação sexual. (Fonte: Divulgação/Google)

Quero com essa postagem, mostrar um pouco da minha experiência ao doar e tentar incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo, pois nesse caso menos não é mais. Menos quer dizer menos vidas que podem ser salvas. E se mais pessoas tivessem a preocupação e a solidariedade em doar, com certeza menos vidas seriam perdidas. Todo essa lógica de menos e mais me fez pensar como nossas vidas são frágeis e podem de uma hora pra outra simplesmente acabar, e com isso também me fez pensar como muitas pessoas não dão o devido valor que a vida tem. Não a respeitam e não a preservam da maneira que deveriam, que acabam por causar sofrimento e dor as pessoas amadas.

Como somos mesquinhos o suficiente para não nos preocupar-nos que por mais que hoje, agora nesse momento estamos bem e “saudáveis”, amanhã você pode estar em uma cama de hospital precisando de ajuda. Então se uma mão lava a outra, porque não uma doação pode salvar vidas?

Obs.: Uma pequena observação nessa postagem é para as pessoas que quiserem e puderem fazer doação de sangue, abaixo tem um link do Hemocentro de Campinas explicando tudo que é necessário para realizar a coleta. E você que não é Campineiro e não fala “verrrde” nem “porrrta”, procure o hospital mais próximo e se informe. Vamos doar!

http://www.hemocentro.unicamp.br/

Fonte: Divulgação/Google

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por Hélio Santos
Sentimentos / Fevereiro 16, 2015

Afinal, o que é o amor?

Fonte: Divulgação/Google

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Ah, o amor.

Palavra tão pequena, mas enorme no seu significado. Poetas, músicos, escritores, filósofos, sociólogos, antropólogos, até seus pais tentaram mais ninguém consegue ou conseguiu entender completamente o que significa o amor.

A meu ver, o que nos resta é senti-lo, vivê-lo, compartilhá-lo com o mundo, porque não?
Ou você é daqueles que quer o amor apenas para você? Uma criança mimada e egoísta que ainda não aprendeu que somos mais felizes quando compartilhamos.

Não tenha vergonha de dizer que não sabe amar, pois ninguém sabe. Estamos sempre aprendendo e melhorando o seu entender e o seu fazer acontecer. Tenha vergonha de não ter sentido o amor, pois meu caro, você não saber o que está perdendo. Não digo apenas no sentindo de perder ou ter o amor de um namorado (a) ou esposo (a), mas ter o amor, de um pai, de uma mãe, o amor do próximo. Assim como ensinou Jesus nos ensina, “ama teu próximo como a ti mesmo”, tem se tornado difícil missão nos dias de hoje. Pois muitas vezes temos dificuldade em lidar com as pessoas que estão no nosso dia a dia, o que dirá amar o nosso próximo.

Fonte: Divulgação/Google

Fonte: Divulgação/Google

Tarefa difícil que o mestre nos deu não? Acredito que em partes sim, pois se verdadeiramente queremos ser pessoas melhores e mais humanas o sacrifico é válido, porém não é fácil. Sentir um sentimento tão forte como o amor, tem que ser algo verdadeiro, sincero, e em um mundo onde muitas vezes as pessoas são consideradas e valorizadas por aquilo que possuem e não pelo que são, amar as pessoas com todas as suas fraquezas, defeitos e incertezas não é tarefa fácil.

No auge dos meus 21 anos, não aprendi e não sei descrever com clareza o que é amor. Até porque estou sempre aprendendo mais sobre ele, e sobre como as pessoas o enxergam. E isso, com certeza, vai ser um eterno aprendizado. Aprendizado esse que tem seus momentos de maiores esclarecimentos e que mais marcam o seu sentido. Como por exemplo ouvir um “eu te amo” apaixonado de quem se ama pode ser mais gratificante do que aquele aumento no salário que você espera a meses. Receber um afago da sua mãe ou pai quando não se está nos melhores dias e ouvir que tudo vai ficar bem, pode ser bem mais motivador do que assistir ou ler livros de autoajuda.

Simplesmente sentir o amor é algo incrível, dai talvez a dificuldade de explicá-lo, tamanha a sua magnitude de significados.

Apenas uma coisa me faz ficar triste quando tento entender o amor: das pessoas que não conseguem senti-lo ou não o querem. Pois se Deus nos fez para vivermos em abundância e vivermos para amar o nosso próximo como a nós mesmos, porque alguém não iria querer senti-lo?

Fonte: Divulgação/Google

Fonte: Divulgação/Google

por Hélio Santos
Sociedade / Fevereiro 11, 2015

Conhecendo lugares, você se conhece.

Viagem MG

No último final de semana fiz uma viagem até a cidade mineira de Poços de Caldas. Pra conhecer um pouco mais da cidade entre no link abaixo:

http://www.minasgerais.com.br/destinos/pocos-de-caldas/

Foi uma viagem curta de apenas dois dias, mas nesse tempo pude ver e fazer várias coisas. Foram situações bem novas pra mim, a primeira de pegar a estrada e dirigir por um pouco mais de 2:30 hrs da minha cidade (Campinas-SP) até o destino, foi algo que nunca tinha feito antes e me ajudou muito a saber como dirigir é bom, mas cansa! Uma outra situação que me chamou a atenção ao longo da viagem, foi como o nosso país é tão privilegiado por sua diversificação. Os habitantes da cidade, desde a recepcionista do hotel até um estranho que passam na rua, todos, sem exceção sempre estão sorrindo, com uma aparência de pessoas calmas e tranquilas e sempre dispostas a terem um “dedinho de brosa”.

O contato com a natureza é inevitável, é como se a cidade fizesse parte de toda natureza que a cerca, como se ambos fossem uma coisa só. Desde as inúmeras praças repletas de árvores, pequenas plantas, um gramado sempre verde e bem cortado. Até o morro que cerca a cidade por onde passa o teleférico com rumo ao topo da serra dando um panorama de toda a cidade.

Porém ao mesmo tempo que a cidade tem toda essa ligação com a natureza que a cerca, ela possui muito de uma típica cidade de centro urbano. Muito comércio, pessoas andando freneticamente pelas ruas da cidade, seja indo trabalhar ou voltando, indo a escola, somente os turistas mais relaxadas que mantém os olhos as paisagens e esquecem um pouco da correria do dia a dia. Mas como bom observador da vida urbana, isso não me escapou aos olhos. Como qualquer outra cidade, a desentendimento entre motoristas no trânsito, infrações, e nos horários de pico um fluxo intenso de carros. Por algumas vezes tive a sensação de estar no centro de Campinas ao ver essas situações, mas logo me lembrei da onde estava ao escutar aquele sotaque mineiro inconfundível.

Poços de Caldas, acabou me surpreendendo positivamente, não digo apenas por toda a sua urbanização, o que eu realmente pensei que seria bem pouca, mas um fato pré-conceito de quem vive em “cidade grande” e vai para interior, acho que por ser uma cidade menor do que a natal ela será de um marasmo enorme. Pelo contrário, se mostrou de uma grande e diversa gama de opções, claro que não são as mesmas que estou habituado em Campinas, mas me permitir experimentar essas novas a diferentes opções de lazer, foram algumas das melhores experiências que pude ter.

As pessoas, a paisagem, a história da cidade e todo o valor que os habitantes dão a essa história, são coisas que na minha cidade natal ou são bem raras ou não existem. Já ouvi várias vezes que viajar enriquece o ser humano, fazendo-o refletir sobre diversas coisas em sua vida, e assim buscando ser melhor. Comigo não foi diferente, e pretendo fazer essas experiências cada vez mais, e, com certeza, recomendo a todos que o façam. Conhecendo lugares, você se conhece.

Algumas imagens do meu desbravamento:

Viagem MG - 01 Viagem MG - 02

Viagem MG - 04

Viagem MG - 03

Viagem MG - 05

por Hélio Santos
Sociedade / Fevereiro 09, 2015

A antiga arte de escrever

Fonte: Divulgação/Google

Fonte: Divulgação/Google

As vezes, só o fato de escrever relaxa, me deixa leve. Como se as palavras que vão saindo pela tinta da caneta (ou pela tela do computador) fossem esvaziando meus pensamentos e as deixando registrados em um pedaço de papel (ou documento do word). É como se fosse uma transferência, mas,em alguns dias nem sempre essa transferência é bem sucedida e em outros ela demora muito tempo para acontecer, em certos momentos tempo demais e isso me irrita um pouco. O sentimento de frustração toma conta, essa é a hora de parar, tomar uma xícara de café forte, ouvir uma música, ficar em devaneios nos meus pensamentos até sentir que é o momento de recomeçar, quando menos se espera, lá estão as palavras, formadas diante dos meus olhos, e antes que perceba o texto está pronto. Nem sempre a satisfação vem de imediato, ainda mais sendo auto crítico da forma que sou, mas depois de ter minha briga interna, consigo olhar um texto e dizer: “Agora está pronto”. E essa é uma das melhores sensações, a de dever cumprido, de trabalho bem realizado.

E acredito que esse seja um dos motivos pelo qual escrevo. De fazer algo de que gosto e que considero fazer da melhor forma possível. Claro que não sou o melhor nisso, (e nunca vou ser), mas saber que assim como outras pessoas eu também consigo é algo realizador. Chega a ser até um pouco terapêutico, ter um lugar aonde se possa “descarregar” os sentimentos, as angustias, as duvidas, pensamentos, reflexões e convicções. Poder dividir isso com outras pessoas e entrar em debates sobre diversos assuntos, saber da opinião de outras pessoas e se identificar com elas é algo que tenho a oportunidade de realizar quando escrevo.

Acho que nunca vou conseguir chegar em um consenso do que é escrever de fato, e a importância que isso tem na minha vida. O ser humano está sempre em constante mudança, assim como tudo aquilo que o cerca. Mas, acredito que escrever sempre será fundamental na minha vida e algo que jamais quero parar.

A antiga arte de escrever é isso, as vezes complexa, as vezes simples. As vezes misteriosa, as vezes fácil de ser desvendada, as vezes parece que nada vai se encaixar e quando menos se espera, lá estão as palavras, trazendo sentimentos e sentido a ideias que se fosse ditas não seriam expressadas da forma que são apenas…escrevendo.

por Hélio Santos

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