Sociedade / agosto 24, 2014

Representante do sonho

tumblr_lzej7vTne81ql0kqiAcredito muito que tudo aquilo que sonhamos, que almejamos para a nossa vida, somos capazes de conseguir. Basta ter determinação e o principal, ter certeza do que realmente você quer. Pois se nem certeza dos nossos sonhos temos, não seremos capazes de torná-los verdade.

Eu, com essa mania de observar tudo e todos, acabei presenciando uma conversa que me chamou bastante a atenção e que me inspirou inclusive a fazer esse post. Ontem, estava voltando do trabalho, sendo embalado em um sono pelas músicas do John Mayer, mas ao sentir balançar “delicioso” que o ônibus faz acabei acordando e perdendo o sono. Dentro do ônibus acabamos escutando várias conversas, muitas vezes sem querer, porque muitas pessoas não sabem ser discretas e comentar certos assuntos em lugares mais reservados do que um ônibus. Outras vezes, o assunto acaba te interessando e você começa a prestar a atenção, como aconteceu comigo. Reparei em uma garota que estava sentada no banco a frente do meu. Ela deve ter mais ou menos 15 ou 16 anos, provavelmente voltando da escola pelo que pude reparar. Estava conversando com uma senhora, não sei se era algum parente, ou conhecido, algo assim. A garota comentava com a senhora sobre seu futuro, seus planos, que a escola estava bem puxada, mas que ela adorava estudar, já havia pesquisado vários livros e sites sobre design de interiores, que é a faculdade que ela deseja fazer. Até ai normal, ela estava comentando seus desejos, assim como fazemos a qualquer pessoa que conhecemos, o que me chamou mais atenção era a maneira com que ela dizia tudo isso. Bem animada, sorridente, toda vez que falava do curso, dizia que queria viajar muito, conhecer diferentes estilos de designers, aprender bastante e ser reconhecida pelo seu trabalho.

A senhora ouvia tudo pacientemente e assentia de forma positiva com um sorriso singelo, observando a jovem. Logo o assunto foi se dissipando e mudando. Eu fiquei com aquele momento guardado na cabeça, e lembrando de quando tinha aquela idade, lembrando dos meus sonhos, dos meus desejos naquela época. E refletindo depois: “Será que realizei algum dos meus sonhos?”, “Será que ainda tenho os mesmos sonhos?”.

O ser humano, é um ser fantástico, tem a habilidade de aprender e se adaptar ao ambiente em que vive, mudando constantemente. E por mudar constantemente o que ele deseja hoje, amanhã já não será algo relevante. E vejo que isso se torna mais verdade após refletir nessas perguntas, como mudei nesses anos, e como acredito eu, que vou mudar ainda mais daqui a 10 anos. Mas uma coisa com certeza não quero e acho que não vou mudar: nos meus sonhos. Na vontade de realizá-los, de vê-los realidade.

A única coisa que me critico e acredito que a maioria das pessoas também se critica, é que muitas vezes deixamos nossos sonhos de lado por acreditar que não sejam mais possíveis de acontecer. Porque nós achamos que com o passar do tempo “acordamos para a realidade” e que os sonhos são coisas de crianças e adolescentes e nunca se realizarão. Quem disse isso? Quem definiu isso? A vida, o destino? Citando Emicida: “O maior representante do seu sonho é você mesmo, se isso não te fazer lutar, eu não sei o que vai”. Eu defino se meu sonho vai acontecer ou não, se é possível ou não. Enquanto acharmos e colocarmos empecilhos, realmente elas não vão acontecer. Fácil não será, mas quem disse que seria? Se você quer seu sonho real, lute por ele, corra atrás do seu objetivo, porque com certeza a solução e a conquista do seu sonho não cairá do céu, ela virá do fruto da sua força de vontade e capacidade.

Me senti inspirado pela aquela garota, todo seu entusiasmo e animo me mostrou como estou perdendo isso e como não posso me deixar seu preenchido por esse pensamento. Acho que todos nós viemos a este mundo com um propósito e com a chance de realizar esse propósito, mas somente uma pessoa pode determinar se ele vai ou não ser realizado.

Eai, vai ficar esperando cair do céu?

por Hélio Santos
Sociedade / julho 24, 2014

Profissão procrastinador

Porque procrastinar tanto?

Quem já acompanhou algumas das míseras postagens do meu blog já pode ver um texto aonde falei de como me acomodei em determinado tempo da minha vida. E percebo que estou fazendo isso novamente. E mais uma vez estou usando o blog pra mostrar essa minha procrastinação cada vez mais crescente e presente.

As vezes tento me convencer que ando muito ocupado, cansado, distraído, com um milhão de coisas pra fazer, que tenho mil livros pra ler, mil coisas pra estudar. Mas me lembro que a algum tempo atrás isso não era desculpa e conseguia fazer muito mais coisas que faço agora. A partir disso, tomo consciência de uma triste realidade: eu me tornei mais um. Me tornei mais um que acorda reclamando na segunda-feira, que fala mal de política, que chega em casa cansado e só pensa em dormir, joga conversa fora com os amigos no bar, tem um emprego mais ou menos, recebe um salário mais ou menos o que da pra ter uma vida mais ou menos.

Eu que sempre me imaginei sendo mais, buscando mais, me realizando mais. Hoje estou me conformando com metade disso, e perceber isso, me entristece, e me faz perguntar: “Porque deixei isso acontecer?. Porque as coisas não saíram como eu queria? Porque não fui esforçado o suficiente? Porque fui preguiçoso ou deixei as oportunidades passarem?” Pode ser todos os motivos juntos, ou nenhum deles. Talvez as coisas só não aconteceram da forma que eu queria. Todos sabemos que a vida citando Joseph Klimmer, “é uma caixinha de surpresas”.

Pode ser um pouco de drama, exagero, mas percebo que nesse momento da minha vida, deveria estar ocupado com livros, matérias, provas, trabalhos, e não apenas passando mais de 8 horas do dia reclamando do trabalho cansativo e da vida que é “ruim comigo”. Já fui muito de fazer promessas, como aquelas pessoas que prometem no domingo a noite que vão começar um regime na segunda e na quarta já estão almoçando feijoada. Não faço mais isso, não tento mais me iludir com certas coisas, algumas outras…bem, ninguém é perfeito.

Só estou tentando mudar e expulsar de fez essa inércia que sinto crescendo. Sim, foi um texto de lamentação, tá mais pra desabafo, mas quem nunca? Só espero que ao passar de 2, 3 meses não tenha que fazer texto semelhante ou refletir sobre o mesmo assunto. E o jeito mais viável não é nada mirabolante, puxar as mangas e mãos na massa.

por Hélio Santos
Sociedade / setembro 28, 2013

É Proibido

A informação é um pouco velha, mais o tema merece ser lembrado.

Quem nunca viu aquelas placas, cartazes ou folhetos em estabelecimentos comerciais, como: “proibido uso de celulares moveis”, “proibido a entrada de cães” ou a mais famosa “proibido fumar”. Mas recentemente, (ou não tão recente assim), uma dessas placas me chamou a atenção com a seguinte frase:

“Proibido o uso de aparelhos sonoros sem fone de ouvido”.

Imagem

Estava eu em um ônibus de transporte coletivo a caminho do trabalho e me deparei com essa placa. Fiquei curioso a ao mesmo tempo surpreso ao ver uma placa dessas em um ônibus. Depois de uma pesquisa, descobri que aqui em Campinas, (cidade onde moro) essa regulamentação vem da Lei nº 14.350, de 27 de Julho de 2012 (Disciplina o uso de aparelhos sonoros no interior de ônibus de transporte coletivo urbano no município e dá outras providências. (DOM 30/07/2012:1)) [fonte: http://www.campinas.sp.gov.br/bibjuri/transitotransporte.htm#leis].

Essa nova lei com certeza está trazendo um pouco de sossego aos utilizadores de bom sendo do transporte público nas grandes cidades. Pois por algumas dezenas de vezes já me deparei em situações em que havia um indivíduo dentro do ônibus com seu aparelho celular tocando músicas em um volume muito alto. Trazendo desconforto aos demais passageiros, pois já é uma luta diária aos cidadãos enfrentar conduções completamente lotadas, sem lugar algum para se sentarem e além disso, aguentar o “barulho” desses aparelhos as 06 ou 07 horas da manhã é difícil e não há paciência que aguente tanto.

Imagem

(Imagem do órgão responsável pelo transporte público em Petrópolis – RJ)

Não faço nem referência ao estilo musical que é ouvido nesses aparelhos, porque gostos são coisas totalmente relativas e difícil serem questionadas favorecendo ou desfavorecendo qualquer um.

É interessante ver que a irritação da ordem pública está sendo um senso comum na maioria dos centros urbanos. Lugares cujos quais a propagação de ruídos e barulhos aumenta a cada dia. As pessoas cada vez mais querem paz e sossego. Escuto muitos amigos do meu pai que na maioria são homens de meia idade, acostumados quando mais novos a viver em cidades mais pacatas do interior dos estados, dizendo: “Quando me aposentar, vou para o interior, viver tranquilo e sossegado”. Percebo uma inversão no itinerário, que anos atrás era feito pelos sertanejos que iam tentar a vida na cidade grande e agora muitos dos descentes desses mesmos sertanejos, pensam não só por esse, mas inúmeros motivos regressar as suas terras natais.

É mais uma prova de que nem tudo são flores na nossa vida urbana, onde aqui tudo é pra ontem, onde as escolhas tem que ser rápidas, onde não há lugar para o erro, o respeito diminui, e com isso a irritação e o estresse aumentam. O que faz com que a maioria das pessoas queiram distância desses centros urbanos. Mas muitos não disponham da possibilidade de mudarem sua localidade. Eis que surgem medidas como estas, que visam a melhora nos ambientes, tentando trazer pelo menos um pouco de “silêncio”.

por Hélio Santos
Sociedade / setembro 27, 2013

Satisfação ou Obrigação?

Mundo dos Jobs (Fonte: Freepik) 

Trabalho. Palavra simples, mas com várias definições. “Opa, por que várias definições? Trabalho é trabalho”. Eu afirmaria em concordância essa frase, porém, um pouco de experiência profissional e pessoal me revelaram outra realidade.

O trabalho não é só simplesmente aquele local onde te faz levantar as 06h00min da manhã, tomar um café rápido e se despedir brevemente de sua família, antes de encarar um trânsito de mais de 10 km de congestionamento na principal via de acesso da cidade. Algumas horas no trânsito te faz perceber isso. Tantas pessoas, tantas vidas ali paradas, esperando o que? Obviamente que é uma saída daquele caos que se instalou por toda a via, mas, o que elas esperam obter? Aonde estão indo? Seja no trabalho, na escola. O que as motiva?

Dinheiro, experiência, solução, vários são os motivos, muitas tem como o trabalho a maior motivação para obter esses itens, só que, entretanto quando estão lá, se sentem infelizes, se sentem mal. Talvez pelo estresse desenvolvido por toda a pressão que seu chefe e clientes te colocam, o drama desse mundo capitalista que nos obriga a fazer e querer sempre mais e mais e nunca estarem saciados.

Nesses momentos de desespero colocamos a culpa no nosso trabalho, que é chato, estressante, maçante, que nos deixa mais de 10 horas longe de nossa família. Algo que você faz somente pela necessidade de ter, e não pelo prazer de fazer simplesmente. Que bom seria se acordássemos toda manhã ecoando em pensamentos como: “Hoje vou trabalhar e me sinto ótimo por isso!”, é claro que muitas pessoas tem esse pensamento, mas uma grande parcela ainda pensa: “Hoje vou ter que ir para aquela merda de novo!”

O trabalho pode ser um mal necessário, mas que não necessariamente deve acabar com o nosso humor, com a nossa energia. Ele poderia pelo contrário, melhorar o nosso humor, nos tornar mais felizes, porque não?! É algo que deveríamos buscar, não só para melhorar nosso humor, mas para melhorar a nossa convivência com os colegas do trabalho, e não descontar nossas frustrações e estresse na nossa família que nos espera em casa no final do dia.

É uma tarefa árdua e difícil, mas na realidade cruel e mais verdadeira de todas…quem disse que ia ser fácil?

por Hélio Santos

A vida Urbana • todos os direitos reservados © 2019 • powered by WordPress • Desenvolvido por