Sociedade / julho 24, 2014

Profissão procrastinador

Porque procrastinar tanto?

Quem já acompanhou algumas das míseras postagens do meu blog já pode ver um texto aonde falei de como me acomodei em determinado tempo da minha vida. E percebo que estou fazendo isso novamente. E mais uma vez estou usando o blog pra mostrar essa minha procrastinação cada vez mais crescente e presente.

As vezes tento me convencer que ando muito ocupado, cansado, distraído, com um milhão de coisas pra fazer, que tenho mil livros pra ler, mil coisas pra estudar. Mas me lembro que a algum tempo atrás isso não era desculpa e conseguia fazer muito mais coisas que faço agora. A partir disso, tomo consciência de uma triste realidade: eu me tornei mais um. Me tornei mais um que acorda reclamando na segunda-feira, que fala mal de política, que chega em casa cansado e só pensa em dormir, joga conversa fora com os amigos no bar, tem um emprego mais ou menos, recebe um salário mais ou menos o que da pra ter uma vida mais ou menos.

Eu que sempre me imaginei sendo mais, buscando mais, me realizando mais. Hoje estou me conformando com metade disso, e perceber isso, me entristece, e me faz perguntar: “Porque deixei isso acontecer?. Porque as coisas não saíram como eu queria? Porque não fui esforçado o suficiente? Porque fui preguiçoso ou deixei as oportunidades passarem?” Pode ser todos os motivos juntos, ou nenhum deles. Talvez as coisas só não aconteceram da forma que eu queria. Todos sabemos que a vida citando Joseph Klimmer, “é uma caixinha de surpresas”.

Pode ser um pouco de drama, exagero, mas percebo que nesse momento da minha vida, deveria estar ocupado com livros, matérias, provas, trabalhos, e não apenas passando mais de 8 horas do dia reclamando do trabalho cansativo e da vida que é “ruim comigo”. Já fui muito de fazer promessas, como aquelas pessoas que prometem no domingo a noite que vão começar um regime na segunda e na quarta já estão almoçando feijoada. Não faço mais isso, não tento mais me iludir com certas coisas, algumas outras…bem, ninguém é perfeito.

Só estou tentando mudar e expulsar de fez essa inércia que sinto crescendo. Sim, foi um texto de lamentação, tá mais pra desabafo, mas quem nunca? Só espero que ao passar de 2, 3 meses não tenha que fazer texto semelhante ou refletir sobre o mesmo assunto. E o jeito mais viável não é nada mirabolante, puxar as mangas e mãos na massa.

por Hélio Santos
Sociedade / julho 09, 2014

A Copa dos Ignorantes

Jogo-Brasil-x-Sérvia

Estou “ensaiando” pra fazer um texto sobre o mundial já tem um tempo, acho que hoje encontrei e vi um motivo mais que especial. Hoje vi, o quão frágil, sensível e principalmente ignorante é o povo brasileiro. Sim, afirmo isso pois em um jogo de 90 minutos pode-se perceber como somos facilmente moldados a culpar e a desacreditar de nossas convicções.

Esse mundial, antes mesmo de começar já foi taxado de o pior, de que o povo brasileiro daria vexame dentro e fora de campo. Isso porque? Porque a nossa mídia nacional, bombardeou o governo ao longo de todos esses anos que antecederam o mundial no Brasil. Assim como foi feito nas manifestações de 2013, enfatizou com maestria os lados negativos da competição. Não que devêssemos tampar os olhos para tudo o que estava acontecendo fora dos gramados. Mas pode-se perceber a maneira quase que apelativa que isso era e é exibido por certos canais televisivos. Mesmo assim, estamos lá nós, mas de 200 milhões de brasileiros, torcendo, empurrando, parando nossas vidas, trabalhos e afazeres e ficando grudados por mais de 90 minutos gritando, criticando, opinando, brigando e discutindo com a televisão.

O que foi divertido, futebol é um esporte mágico, que te envolve, faz com que você se sinta alegre, motivado, feliz. E por ser na “nossa casa” teve um ar totalmente especial. Todo diferente que deu a cara do Brasil, povo hospitaleiro, alegre, divertido. Que em meio a tantas adversidades está sempre estampando um sorriso no rosto. Quem leu até agora está se perguntando: “porque esse cara disse no começo que o Brasil é um povo frágil, sensível e ignorante e até agora está esbanjando comentários positivos?”

Faço isso pelo simples motivo de que no momento em que o time mais precisou da torcida, no momento em que o time mais precisou de motivação, o que fizemos? NADA.
Com Neymar machucado muitos já davam a desclassificação do Brasil como certa, como se Neymar Jr sozinho fosse resolver todas as dificuldades do time, como se o fato de a marcação e o meio-campo sem muita criatividade fossem culpa e responsabilidade apenas por um único jogador. E quando o time, aos 29 minutos do primeiro tempo perdia por 5×0 de uma Alemanha que veio como um rolo compressor pra cima de nós, o que os brasileiros fizeram? Foram embora do estádio. Simplesmente abandonaram o barco, dando um sinal claro de que nunca acreditaram realmente no time, que só estavam esperando um momento para simplesmente pularem fora de tudo aquilo. E para um time, já abalado por ter perdido seu melhor jogador, pela derrota que a cada minuto passado só aumentava, ver uma torcida que não apoia, que não se mobiliza em favor do time, pra qualquer jogador desse ser algo terrível.

“Então quer dizer que o culpa é do torcedor que preferiu ir pra casa ao ver esse vexame?” Sim, a culpa é do torcedor, a culpa é do jogador da Colômbia, a culpa é do Neymar que não viu ele, a culpa é do Fred que não participou dos jogos, a culpa é do Júlio César de novo que está velho de mais, a culpa é do Felipão que não sabe convocar, nem armar um esquema tático descente. A culpa é de todo mundo que torceu contra, que não acreditou, que não mostrou o que realmente é ser brasileiro. Ver comentaristas esportivos dizendo que o treinador deveria mexer assim ou assado, como se fosse doutores da lei do futebol. Muitos nem jogaram futebol de botão na vida, não sabem a responsabilidade e a pressão dessa profissão. Eu também não sei e nunca vou saber. Felipão fez as escolhas que achou certo, que julgou melhor pelo time. Falhou? Pode ser que sim, pode ser que não, o certo que achar culpado não vai levar a nada. E apenas sentar e se lamentar também não vai.

Ainda a um jogo a ser feito, ainda existe um time que deve buscar sua dignidade de volta, se não conseguiram jogar pelo povo, ou por Neymar, que joguem por eles mesmos, que joguem, pelas suas histórias de vidas e tudo o que fizeram para viver essa copa do mundo. Orgulho maior não deve ter do que honrar o seu país em uma competição internacional, por mais corrupto, sujo, desigual que seja, é o nosso país e apesar de todos os problemas devemos ser brasileiros sempre. Na derrota e na vitória. No choro e na alegria. Porque em meio a tantos problemas, a copa do mundo deve ser um momento em que todos os brasileiros devem vestir suas amarelinhas e dizer “eu sou brasileiro sim, com muito, orgulho e com muito amor”.Futebol não é só entretenimento, é uma forma de expressão de um povo. Povo esse que está cansado de sofrer, de chorar, de se lamentar, e que já está na hora de mostrar esse patriotismo não só dentro dos estádios, mas nas eleições, nas ruas, no trabalho, na escola e na vida. Só assim poderemos transmitir coragem, determinação a esses jogadores que nos representam, e que honram seu país.

No momento em que faço esse texto, mas de 5 horas após o jogo ainda estou vestindo minha camisa amarela. Ainda está custando tirá-la e acreditar nessa derrota, mas também foi a forma que encontrei de transmitir força aqueles 23 jogadores, por mais ilógico que isso seja. Mas é o que meu patriotismo pede que eu faça. E mais patriota ainda, seremos nós, se amanhã, mesmo após a ressaca dessa amarga derrota, vestimos nossos “mantos sagrados” e mostrarmos que perdemos sim, mas isso não nos torna menos desacreditados de um Brasil melhor, dentro e fora de campo.

por Hélio Santos
Sociedade / abril 19, 2014

O Dono do Brasil.

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E se você não sabe ou esqueceu, hoje, 19 de abril é dia do índio. Algumas pequenas curiosidades antes do texto:

O Dia do índio,19 de Abril, foi criado pelo presidente Getúlio Vargas através do decreto-lei 5540 de 1943 e relembra o dia, em 1940, nos quais várias lideranças indígenas do continente resolveram participar do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México. Eles haviam boicotado os dias iniciais do evento, temendo que suas reivindicações não fossem ouvidas pelos “homens brancos”. Durante este congresso foi criado o Instituto Indigenista Interamericano, também sediado no México, que tem como função zelar pelos direitos dos indígenas na América. O Brasil não aderiu imediatamente ao instituto, mas após a intervenção do Marechal Rondon apresentou sua adesão e instituiu o Dia do Índio no dia 19 de abril. O dia do Índio tem como função relatar os direitos indígenas e faz com que o povo brasileiro saiba da importância que eles tem na nossa história.

Considerados os primeiros habitantes dessas terras, os índios, como foram chamados pelos primeiros colonizadores que achavam que haviam chegado na Índia, existiam em mais de 1400 povos indígenas diferentes, em termos numéricos, essa variedade de povos abarcava uma população que oscilou entre três a cinco milhões de habitantes. Entre nômades, seminômades, outros que dominavam a agricultura e tinha uma rotina de trabalho intensa e regular. Não por acaso muitos foram feitos escravos nas propriedades criadas pelos colonizadores portugueses.

Depois da pequena aula de história que todos os brasileiros deveriam saber, podemos perceber o quão importante e significativa é a história do índio no nosso país e nos continentes das Américas. Apesar de toda a mobilização que foi feita para que os direitos dos índios se façam presentes e notados, vivenciamos momentos em que a nossa sociedade não vê com tanta importância os direitos indígenas e a história que possuem no nosso país. Com certeza você já ouviu e ou viu algum noticiário falando a respeito de vandalismo contra indígenas, desde ofensas verbais e discriminação, até espancamentos, mutilações e até casos onde os índios foram queimados vivos. E o motivo disso tudo? Discriminação, preconceito, racismo e simplesmente por não gostarem de índios.

Se analisarmos bem os motivos, não há nada nesse mundo que fará ser compreensível o motivo de tanta crueldade e violência. Violência essa que antecede nos colonizadores portugueses, que para tirar proveito de todo o conhecimento dos índios, os escravizaram por anos, assim como fizeram com os negros vindos da África. Sendo assim é difícil dizer, mas o preconceito, a discriminação e a violência contra os povos indígenas, podem ser algo cultural em nosso país. Mas como e porque ser assim? Povos que descendem de todos nós, sim, descendemos deles, (um estudo recente do geneticista brasileiro Sérgio Danilo Pena mostrou que 70% dos brasileiros que se dizem brancos têm índios ou negros entre seus antepassados. Ou seja, a maioria de nós tem sangue mestiço). Povos que criaram costumes e dizeres que usados e feitos até hoje. A pipoca, farinha de mandioca, a palavra bunda, vem do tupi-guarani, entre tantas outras. E porque, mesmo assim, mesmo sendo descendentes, muitos de nós “homens brancos” ainda temos esse julgamento preconceituoso e discriminatório para com os índios?

E porque, criamos esse dia para a sua comemoração quando não vemos tantas comemorações e homenagens prestadas, pois ao longo dos séculos o “homem branco” matou, mutilou, escravizou, excluiu e está extinguindo os índios do nosso país. Uma população que já chegou a ter mais de cinco milhões de habitantes, hoje não passa de 350 mil, e muitos dos povos já estão extintos e muitos outros em breve serão também. Estamos vivendo um momento na nossa sociedade em que cada vez mais as pessoas estão intolerantes e insensatas, onde os abusos sexuais, discriminação, preconceitos e qualquer tipo de violência acaba sendo algo normal. Algo do nosso dia a dia. E que infelizmente a mais motivos para se entristecer com o dia do índio do que para comemorar.

Fontes: http://www.escolakids.com/indios-os-primeiros-habitantes-do-brasil.htm
                http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_%C3%8Dndio
por Hélio Santos
Sociedade / abril 15, 2014

E Ela chegou…

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Enfim ela chegou. Tão sorrateira e marota que quando menos se espera, lá está, te dando um bom dia que de bom não tem quase nada. Cansado dos dois únicos, queridos e tão desejados dias para descanso você se levanta da cama praticamente arrastado e minutos depois se pergunta “como eu fiz pra levantar da cama?”. Pois é, ela tem esse dom. O rosto maltrapilho que vê no espelho reflete bem o que ela faz, sono excessivo, cansaço mais que evidente, mesmo assim você vai, na velocidade de uma internet discada escovar os dentes, mantendo o mesmo ritmo de escovação por mais tempo que o necessário.

O banho te desperta um pouco, depois de ficar alguns minutos a mais recapitulando o final de semana e pensando no que a semana te reserva. O café parece mais amargo do que o de costume, talvez seja por causa de um “resto” da ressaca. Após demorar um pouco mais do que o normal para se arrumar, você finalmente sai de casa depois de perceber que já está ficando atrasado para o trabalho. Chega até o ponto de ônibus e ele acaba de passar pela sua frente como uma miragem que de tão surreal era bem real. Após pegar o próximo ônibus o caminho que geralmente já é engarrafado está mais ainda, é incrível como ela faz isso. A angustia vai subindo e a hora vai passando diante dos seus olhos caprichosamente. Depois de descer do ônibus e finalmente chegar ao trabalho você se depara com colegas de trabalho na mesma situação, se não piores que você.

Alguns resmungando, outros bocejando, outros tentando mostrar que ela é como outra coisa qualquer. O dia vai passando, ou melhor se arrastando, até que a hora do almoço chega, é incrível como sono vem após a refeição com mais força ainda. Você não entende como ela é capaz disso. Depois de voltar do almoço você só consegue pensar no momento em que o relógio marcará o horário de ir embora. Depois de passar o dia se arrastando pelo escritório, e de escutar e falar reclamações para todos, tomar inúmeras xícaras de café para “tentar” espantar o sono, finalmente você vai embora e pensa somente no sofá que esta a sua espera e de um bom banho e roupa limpa.

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Eis que a batalha para voltar pra casa começa. O elevador não funciona, o que te faz descer lances e mais lances de escada, se deparar com um trânsito ainda pior do que quando saiu pela manhã. Ficar estressado no trânsito, de tanto ouvir buzinas de carros, motos, ônibus. Finalmente em casa, e depois de tomar um bom banho e comer, você enfim agradece por ela sair de cena.

A segunda-feira tem esse poder e essa “cisma’’ de levar a culpa de tudo no início da semana. Ela é vilã do domingo e inimiga mortal da sexta-feira. A menos que seja um feriado, ai ela se torna amiga inseparável e desejável. Apesar disso a segunda-feira é mais um dia, você faz o que tem que fazer, vai aonde tem que ir, faz suas obrigações e responsabilidades, reclama por não ter dormindo mais no final de semana, não ter comido mais, não ter aproveitado mais, não ter feito mais. Apesar de reclamar mais e mais a segunda-feira te dá a chance de fazer esse “a mais” que nunca faz. Ela inicia mais uma semana que te dará possibilidades infinitas. Apenas saiba aproveitar essas oportunidades e não culpar um dia por algo que você foi incapaz de fazer.

por Hélio Santos
Sentimentos / março 27, 2014

O meu mundo poderia ser o nosso.

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“E ela estava lá, sentada, admirando o dia que se iniciava, tocando as flores do jardim, sentindo os primeiros raios de sol que invadiam sem permissão todos os cantos do seu corpo. Ela sorria como se estivesse sendo abraçada por alguém que não via a anos e se sentia bem com isso.

Deleitava-se ao ver como a natureza era bela e sentia imenso prazer ao tocar e estar por entre toda aquela “vida”. Cantarolava uma canção qualquer e o dia parecia pausado naquele momento, sendo eterno, onde se repetia e repetia diversas vezes na minha mente. Ficava ali observando, imaginando, desejando, pensando o que faria ao lado dela, querendo estar lá com ela, sentindo seu perfume que provavelmente deveria ser de rosas, por tanto adorá-las, tocar sua pele que provavelmente deveria ser macia e delicada como uma rosa que é bem tratada e cuidada. Ouvir mais de perto aquela canção que ela tanto cantarolava e que soava como um hino que teimava em ficar gravado e registrado em minha mente.

Mas como fazer isso? Como sair da minha zona de conforto? Como sair do meu mundo fechado e mostrar aquela mulher o quanto eu a desejava? Será que um dia ela me notou? Será que já olhou pra mim com outros olhos, os olhos cujos quais eu a olhava? Acho que não, e acho que nunca fara isso. Acho que nunca vou tê-la como queria. O melhor é ficar no “meu mundo”.”

“E ele estava lá, parado próximo a cerca que separava nossos quintais, com aquela expressão séria e serena, mas que me trazia uma sensação de tranquilidade, como se ele estivesse ali apenas me admirando, ou as flores do meu jardim. Sempre com uma xícara de café na mão, deveria ser mais um daqueles que não consegue começar o dia com bastante cafeína.

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Me encantava e me deixava cada vez mais instigava a querer conhecer todo o charme que se escondia por debaixo daquele óculos de armação grossa e bem estilosos.

Ficava ali, regando e admirando toda aquela natureza, todas aquelas flores e imaginando como seria ele estando ali comigo, imaginando o tom da sua voz ao me chamar, suas mãos firmes e másculas me abraçando e me tocando, as conversas que teríamos e os assuntos dele que provavelmente seriam bem inteligentes e ele passaria horas tentando me explicar o que significavam.

Mas como fazer isso? Como sair da minha zona de conforto? Como sair do meu mundo fechado e mostrar aquele homem o quanto eu o desejava? Será que um dia ele me notou? Será que já olhou pra mim com outros olhos, os olhos cujos quais eu o olhava? Acho que não, e acho que nunca fara isso. Acho que nunca vou tê-lo como queria. O melhor é ficar no “meu mundo”.”

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por Hélio Santos
Sociedade / março 22, 2014

Planeta Água – Por uma conscientização melhor.

Dia Mundial da Água foi criado pela ONU Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) está sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

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No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água. Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia a dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar ideias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Mas será que nossos governantes, os empresários, as grandes empresas que consomem e poluem tanto esse recurso natural se lembram e se preocupam com esse dia? Será que NÓS enquanto população nos preocupamos ou lembramos desse dia?

A resposta já está clara e límpida como água: Não. Não nos preocupamos com esse dia, pois se nós nos preocupássemos da maneira que deveríamos, possivelmente o cenário da futura e provável escassez de água potável seria diferente. Não vou entrar em números e estimativa prováveis que teremos que enfrentar em um futuro próximo, pois com certeza a maioria das pessoas já deve ter lido algo a respeito, mas não se preocupar e achar que o governo vai dar um jeito, ou que algum cientista com uma fórmula mágica vai sair fabricando água, como se fábrica iphone. Mas não, isso não existe. A fórmula mágica é a prevenção, a conscientização, e a preocupação que essa água que cuidamos hoje é para o consumo dos nossos descendentes.

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Estamos tão engessados, alienados e preocupados com nossos problemas do cotidiano, que acabamos esquecendo e deixando de lado um problema ainda maior que pode ser a falta de água potável. No verão desse ano de 2014, várias regiões do país enfrentaram racionamento de água em decorrência da falta de chuva (que é maior nessa época do ano). Isso é um sinal de que as mudanças que estamos esperando em nossas cabeças despretensiosas para daqui 50 – 80 anos estão ocorrendo agora, nesse instante. Não que os nossos problemas do dia a dia não sejam menos importante, só que eles acabam sendo reduzidos a praticamente nada, comparado com os problemas futuros que podemos ter.

Apesar das delongas desse texto, acredito que a conscientização é a melhor chave/opção para o ser humano mudar o seu conceito sobre a preservação da natureza, pois preservando-a estamos preservando a nossa própria existência nesse planeta. Que deveria se chamar Planeta Água.

É um sábio já sabendo que esse deveria ser o nome correto interpretou ainda melhor a canção – “Planeta Água”. 

Veja no link abaixo a declaração universal dos direitos da água no site oficial da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) – Lá você pode encontrar outros assuntos relacionados a água e poder se informar melhor sobre o assunto e outros relacionados ao meio ambiente.

http://www.cetesb.sp.gov.br/agua/aguas-superficiais/40-Declaracao-Universal-dos-Direitos–da-%C3%81gua

Recomendo também a leitura do seguinte texto postado no blog “Para além do agora”, ótimo texto, ótima sacada e ótima mensagem.

http://paralemdoagora.wordpress.com/2014/03/22/dia-mundial-da-agua/

E pra quem não conhece a música que pra mim deveria ser um dos hinos dessa conscientização – (Planeta Água – Guilherme Arantes.)  – https://www.youtube.com/watch?v=s75hS0H_dNc

Boa conscientização para nós urbanos.

por Hélio Santos
Sociedade / março 11, 2014

Porque, mulher?!

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Mulher, porque tão complicada assim? Porque nós homens nunca conseguimos entendê-la totalmente, se é que conseguimos entender algo ou achamos que sabemos. Porque tão linda? Porque fazem com que nós homens façamos de vocês desejo de nosso consumo? Porque o toque de sua pele é tão macio e confortante que o simples contato faz com que percamos a noção do tempo e só aquele momento importa.

Mulher, que muito foi oprimida, que muito foi censurada, ridicularizada, inferiorizada. E porquê? Porquê o sexo frágil? Não entendo como alguém que consegue gestar uma criança por 9 meses em seu ventre, sofrer dores absurdas no momento do nascimento dessa criança, ainda conseguir esboçar o lindo e mais singelo sorriso ao ver pela primeira vez o rosto do seu filho. Filho esse que receberá um amor incondicional, incapaz de ser compreendido por qualquer tipo de estudo científico. Esse mesmo ser que consegue todo mês sobreviver a mudanças de humor que muitas vezes nem ela própria consegue explicar o porquê. Que suporta uma jornada dupla todos os dias, que consegue ter toda paciência possível para ajudar o filho que não está conseguindo entender a matéria de álgebra.

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Mulher…porque sempre tão destemida? E mesmo assim só está tendo seu real reconhecimento a pouco tempo, mas isso não a afeta, pelo contrário, a fortalece cada dia mais. Mulheres fortes, mulheres que tem sua própria convicção e ideais formados simplesmente são como exemplos de vida a todos nós. Exemplos de superação, de determinação, de conquista, de vitórias e a prova de que são capazes de fazer aquilo que querem, quando querem, se quiserem.

Não, sexo frágil jamais. Sexo encantador, sexo delicado, que deve ser amado, agraciado, mimado, mas não muito, pois mimo demais a deixa ainda mais exigente. E se você não é daqueles que sabe ser agradável todo tempo, não será o certo para ela. E acima de tudo, sexo que deve ser RESPEITADO.

A luta foi grande, e ainda é, para ter o mesmo reconhecimento e merecimento que o sexo oposto tem na sociedade, mas muito já foi conquistado. E mesmo que tudo seja conquistado, só ira confirmar algo que os homens mais sensatos e as mulheres mais sábias já sabem há séculos: a mulher é o sexo forte.

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E como certo, seu dia deve ser comemorado, deve ser lembrando e ela, a estrela desse dia deve ser homenageada e amada como deveria ser em todos os outros dias.

Parabéns mulheres, não pelo seu dia, mas por serem vocês, por serem…mulheres,

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por Hélio Santos
Sociedade / fevereiro 20, 2014

A Mudança?!

Bom, como pode ser percebido fiquei um tempo “razoavelmente bom” sem postar nada aqui. E mais uma vez cai no mesmo pensamento: “Ninguém lê isso, estou perdendo meu tempo aqui”. Por duas (ou até mais vezes), tentei fazer um blog e desisti antes mesmo de começar, e quando começou não durou mais que um mês.

Ora vejam só, esse está durando mais que três meses. Passado o período de experiência, acho que é hora de renovar novamente, hora de realizar mudanças e não apenas desistir e começar do zero, ou simplesmente deixar de lado um projeto.
Nos últimos dias, eu li um texto de um escritor e roteirista que conheci através do site papo de homem (link do site pra quem quiser visitar no final do post), Rob Gordon é seu nome, e gostei bastante do texto. Obviamente eu não vou contar o texto passo a passo, mas basicamente falava sobre pessoas que usam determinadas situações para se fazerem de “vitimas” para mostrar a outras pessoas, coisas como: “olha pra mim, estou machucado, estou me esforçando e por isso mereço ser reconhecido, acolhido por todos”. Pessoas que vivem reclamando da vida, mas que não movem uma palha para mudar a situação que as deixam desconfortáveis.

Sem título

Sinceramente, eu vi nesse texto muito de mim. Enquanto percorria cada linha, cada parágrafo, o que me vinha no pensamento era: “esse cara está falando de mim”. Porque era assim que me sentia, acomodado, parado, estagnado em um canto sem vontade ou animo de sair de determinada situação. E refletindo após a leitura, me perguntei várias vezes “porque estou assim? Porque deixei que a situação chegasse a esse ponto?” em relação a tudo, trabalho, amigos, família, namoro. Percebi o quão parado estava, e que simplesmente estava eu, deixando a vida me levar, sem nem me importar com o caminho. Praticamente um viciado que fica refém da droga e não encontra outra saída senão continuar ali, naquela situação.

Mas, como felizmente não sou um viciado estou saindo dessa situação, dessa estagnação que tomou conta da minha rotina, da minha vida nesses últimos meses. E uma das maneiras que está me ajudando a mudar isso é voltando a escrever, me dedicando mais a leitura, que são coisas que me dão prazer e que me fazem bem. E escrever aqui, vai ser uma dessas maneiras da minha “terapia”, espero que funcione e que possa construir algo de diferente das minhas últimas tentativas de fazer um blog.
Não é querendo me gabar mas, já me disseram antes e eu também acredito que seja verdade, que tenho capacidade e potencial para fazer coisas grandes, aliás, todos nós temos. O que nos falta é coragem de buscar esse algo grandioso. Pois pessoas que marcaram história no mundo: artistas, atletas, só conseguiram realizar seus feitos por insistência, porque acreditaram e não desistiram de seus objetivos mesmo quando tudo os impulsionava a desistência. Os preguiçosos (como eu), terminam por parar no meio do caminho, ou no início dele. E acabam seus dias chorando as magoas em blogs na internet.

Link do site: http://papodehomem.com.br/
Link do artigo: http://papodehomem.com.br/o-garoto-que-mancava-e-outras-reclamacoes-do-mundo-moderno/

por Hélio Santos
Poemas/Poesias / outubro 05, 2013

Riscos

 

Rir é correr o risco de parecer tolo.

Chorar é correr risco de parecer sentimental.

Estender a mão é correr o risco de se envolver.

Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.

Defender seus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.

Amar é correr o risco de não ser correspondido.

Viver é correr o risco de morrer.

Confiar é correr o risco de se decepcionar.

Tentar é correr o risco de fracassar.

Mas os riscos devem ser corridos, porque o maio perigo é não arriscar nada.

A pessoa que não corre nenhum risco não faz nada, não tem nada e não é nada.

Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem, não mudam, não crescem, não ama, não vivem.

Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se da sua liberdade.

Somente a pessoa que corre riscos é livre.

 

Autor desconhecido.

 

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(pra ser feliz com alguém é preciso correr riscos)

por Hélio Santos
Sociedade / setembro 28, 2013

O texto.

Lá pelas tantas da manhã, sem sono, sem coragem, sem imaginação ou criatividade. A tela branca que teima em aparecer na sua frente, começa a irritar. Ficando ali sentando, tentando encontrar uma maneira, uma forma de descobrir o que escrever, o que dizer. “Para quem? Por quê?”, a resposta seria fácil se a pergunta também fosse. Indagando a si mesmo sobre o real proposito de estar ali a horas tentando filtrar ideias e diluí-las no computador.

Tentou escrever sobre as notícias mais recentes, mas imaginou que outros o fariam, e que se não o fariam os jornalistas especializados nisso já estariam fazendo. Tentou escrever sobre o seu dia tedioso, mas resumiu que de tédio o mundo já está cheio. Mais uma história triste não iria comover ninguém. Tentou escrever sobre alguma história vivida que não havia contado a alguém para mostrar a veracidade dos fatos, mas como não havia contado a ninguém, dificilmente iriam acreditar em tal realidade.

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Enfim, cansado de tanto pensar e apagar textos incompletos, após a quinta xícara de café que a essas alturas já se encontrará morna e deixando o café comum gosto amargo e forte na boca. Nessas alturas o sono começou a vir, morfeu costuma fazer visitas inesperadas nos momentos em que menos se espera. Deixou o teclado de lado, e foi “percorrer” os canais da tv a cabo. Infinitos canais que fica quase impossível se decidir. O que assistir a essa hora? A não ser pelos desenhos animados sem pé nem cabeça e pelas séries de vida animal, nada de diferente, nada de “novo”.

Aquela sensação de incapacidade, de frustração começa a tomar conta, pela percepção de nada ter feito, de nada ter realizado em tanto tempo. Nessa altura a cama parece bem mais atrativa do que a cadeira dura e gélida que tenta voltar. Deve ser isso o que sentem escritores com “crises de criatividade”, realmente é algo angustiante. E nessa angustia, um momento de clareza e objetividade aparece. Como um clarão no céu sombrio e escuro de uma noite chuvosa. Sua mente se “ascende” se mostrando forte e límpida como esse clarão, suficientemente claro para fazer transcrever alguns parágrafos, e resumir um pouco dessa madrugada angustiante que foi redigir um pequeno texto, simples e singelo.

por Hélio Santos

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