Sentimentos / Março 27, 2014

O meu mundo poderia ser o nosso.

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“E ela estava lá, sentada, admirando o dia que se iniciava, tocando as flores do jardim, sentindo os primeiros raios de sol que invadiam sem permissão todos os cantos do seu corpo. Ela sorria como se estivesse sendo abraçada por alguém que não via a anos e se sentia bem com isso.

Deleitava-se ao ver como a natureza era bela e sentia imenso prazer ao tocar e estar por entre toda aquela “vida”. Cantarolava uma canção qualquer e o dia parecia pausado naquele momento, sendo eterno, onde se repetia e repetia diversas vezes na minha mente. Ficava ali observando, imaginando, desejando, pensando o que faria ao lado dela, querendo estar lá com ela, sentindo seu perfume que provavelmente deveria ser de rosas, por tanto adorá-las, tocar sua pele que provavelmente deveria ser macia e delicada como uma rosa que é bem tratada e cuidada. Ouvir mais de perto aquela canção que ela tanto cantarolava e que soava como um hino que teimava em ficar gravado e registrado em minha mente.

Mas como fazer isso? Como sair da minha zona de conforto? Como sair do meu mundo fechado e mostrar aquela mulher o quanto eu a desejava? Será que um dia ela me notou? Será que já olhou pra mim com outros olhos, os olhos cujos quais eu a olhava? Acho que não, e acho que nunca fara isso. Acho que nunca vou tê-la como queria. O melhor é ficar no “meu mundo”.”

“E ele estava lá, parado próximo a cerca que separava nossos quintais, com aquela expressão séria e serena, mas que me trazia uma sensação de tranquilidade, como se ele estivesse ali apenas me admirando, ou as flores do meu jardim. Sempre com uma xícara de café na mão, deveria ser mais um daqueles que não consegue começar o dia com bastante cafeína.

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Me encantava e me deixava cada vez mais instigava a querer conhecer todo o charme que se escondia por debaixo daquele óculos de armação grossa e bem estilosos.

Ficava ali, regando e admirando toda aquela natureza, todas aquelas flores e imaginando como seria ele estando ali comigo, imaginando o tom da sua voz ao me chamar, suas mãos firmes e másculas me abraçando e me tocando, as conversas que teríamos e os assuntos dele que provavelmente seriam bem inteligentes e ele passaria horas tentando me explicar o que significavam.

Mas como fazer isso? Como sair da minha zona de conforto? Como sair do meu mundo fechado e mostrar aquele homem o quanto eu o desejava? Será que um dia ele me notou? Será que já olhou pra mim com outros olhos, os olhos cujos quais eu o olhava? Acho que não, e acho que nunca fara isso. Acho que nunca vou tê-lo como queria. O melhor é ficar no “meu mundo”.”

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por Hélio Santos
Sociedade / Março 22, 2014

Planeta Água – Por uma conscientização melhor.

Dia Mundial da Água foi criado pela ONU Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) está sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

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No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água. Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia a dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar ideias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Mas será que nossos governantes, os empresários, as grandes empresas que consomem e poluem tanto esse recurso natural se lembram e se preocupam com esse dia? Será que NÓS enquanto população nos preocupamos ou lembramos desse dia?

A resposta já está clara e límpida como água: Não. Não nos preocupamos com esse dia, pois se nós nos preocupássemos da maneira que deveríamos, possivelmente o cenário da futura e provável escassez de água potável seria diferente. Não vou entrar em números e estimativa prováveis que teremos que enfrentar em um futuro próximo, pois com certeza a maioria das pessoas já deve ter lido algo a respeito, mas não se preocupar e achar que o governo vai dar um jeito, ou que algum cientista com uma fórmula mágica vai sair fabricando água, como se fábrica iphone. Mas não, isso não existe. A fórmula mágica é a prevenção, a conscientização, e a preocupação que essa água que cuidamos hoje é para o consumo dos nossos descendentes.

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Estamos tão engessados, alienados e preocupados com nossos problemas do cotidiano, que acabamos esquecendo e deixando de lado um problema ainda maior que pode ser a falta de água potável. No verão desse ano de 2014, várias regiões do país enfrentaram racionamento de água em decorrência da falta de chuva (que é maior nessa época do ano). Isso é um sinal de que as mudanças que estamos esperando em nossas cabeças despretensiosas para daqui 50 – 80 anos estão ocorrendo agora, nesse instante. Não que os nossos problemas do dia a dia não sejam menos importante, só que eles acabam sendo reduzidos a praticamente nada, comparado com os problemas futuros que podemos ter.

Apesar das delongas desse texto, acredito que a conscientização é a melhor chave/opção para o ser humano mudar o seu conceito sobre a preservação da natureza, pois preservando-a estamos preservando a nossa própria existência nesse planeta. Que deveria se chamar Planeta Água.

É um sábio já sabendo que esse deveria ser o nome correto interpretou ainda melhor a canção – “Planeta Água”. 

Veja no link abaixo a declaração universal dos direitos da água no site oficial da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) – Lá você pode encontrar outros assuntos relacionados a água e poder se informar melhor sobre o assunto e outros relacionados ao meio ambiente.

http://www.cetesb.sp.gov.br/agua/aguas-superficiais/40-Declaracao-Universal-dos-Direitos–da-%C3%81gua

Recomendo também a leitura do seguinte texto postado no blog “Para além do agora”, ótimo texto, ótima sacada e ótima mensagem.

http://paralemdoagora.wordpress.com/2014/03/22/dia-mundial-da-agua/

E pra quem não conhece a música que pra mim deveria ser um dos hinos dessa conscientização – (Planeta Água – Guilherme Arantes.)  – https://www.youtube.com/watch?v=s75hS0H_dNc

Boa conscientização para nós urbanos.

por Hélio Santos
Sociedade / Março 11, 2014

Porque, mulher?!

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Mulher, porque tão complicada assim? Porque nós homens nunca conseguimos entendê-la totalmente, se é que conseguimos entender algo ou achamos que sabemos. Porque tão linda? Porque fazem com que nós homens façamos de vocês desejo de nosso consumo? Porque o toque de sua pele é tão macio e confortante que o simples contato faz com que percamos a noção do tempo e só aquele momento importa.

Mulher, que muito foi oprimida, que muito foi censurada, ridicularizada, inferiorizada. E porquê? Porquê o sexo frágil? Não entendo como alguém que consegue gestar uma criança por 9 meses em seu ventre, sofrer dores absurdas no momento do nascimento dessa criança, ainda conseguir esboçar o lindo e mais singelo sorriso ao ver pela primeira vez o rosto do seu filho. Filho esse que receberá um amor incondicional, incapaz de ser compreendido por qualquer tipo de estudo científico. Esse mesmo ser que consegue todo mês sobreviver a mudanças de humor que muitas vezes nem ela própria consegue explicar o porquê. Que suporta uma jornada dupla todos os dias, que consegue ter toda paciência possível para ajudar o filho que não está conseguindo entender a matéria de álgebra.

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Mulher…porque sempre tão destemida? E mesmo assim só está tendo seu real reconhecimento a pouco tempo, mas isso não a afeta, pelo contrário, a fortalece cada dia mais. Mulheres fortes, mulheres que tem sua própria convicção e ideais formados simplesmente são como exemplos de vida a todos nós. Exemplos de superação, de determinação, de conquista, de vitórias e a prova de que são capazes de fazer aquilo que querem, quando querem, se quiserem.

Não, sexo frágil jamais. Sexo encantador, sexo delicado, que deve ser amado, agraciado, mimado, mas não muito, pois mimo demais a deixa ainda mais exigente. E se você não é daqueles que sabe ser agradável todo tempo, não será o certo para ela. E acima de tudo, sexo que deve ser RESPEITADO.

A luta foi grande, e ainda é, para ter o mesmo reconhecimento e merecimento que o sexo oposto tem na sociedade, mas muito já foi conquistado. E mesmo que tudo seja conquistado, só ira confirmar algo que os homens mais sensatos e as mulheres mais sábias já sabem há séculos: a mulher é o sexo forte.

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E como certo, seu dia deve ser comemorado, deve ser lembrando e ela, a estrela desse dia deve ser homenageada e amada como deveria ser em todos os outros dias.

Parabéns mulheres, não pelo seu dia, mas por serem vocês, por serem…mulheres,

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por Hélio Santos
Sociedade / Fevereiro 20, 2014

A Mudança?!

Bom, como pode ser percebido fiquei um tempo “razoavelmente bom” sem postar nada aqui. E mais uma vez cai no mesmo pensamento: “Ninguém lê isso, estou perdendo meu tempo aqui”. Por duas (ou até mais vezes), tentei fazer um blog e desisti antes mesmo de começar, e quando começou não durou mais que um mês.

Ora vejam só, esse está durando mais que três meses. Passado o período de experiência, acho que é hora de renovar novamente, hora de realizar mudanças e não apenas desistir e começar do zero, ou simplesmente deixar de lado um projeto.
Nos últimos dias, eu li um texto de um escritor e roteirista que conheci através do site papo de homem (link do site pra quem quiser visitar no final do post), Rob Gordon é seu nome, e gostei bastante do texto. Obviamente eu não vou contar o texto passo a passo, mas basicamente falava sobre pessoas que usam determinadas situações para se fazerem de “vitimas” para mostrar a outras pessoas, coisas como: “olha pra mim, estou machucado, estou me esforçando e por isso mereço ser reconhecido, acolhido por todos”. Pessoas que vivem reclamando da vida, mas que não movem uma palha para mudar a situação que as deixam desconfortáveis.

Sem título

Sinceramente, eu vi nesse texto muito de mim. Enquanto percorria cada linha, cada parágrafo, o que me vinha no pensamento era: “esse cara está falando de mim”. Porque era assim que me sentia, acomodado, parado, estagnado em um canto sem vontade ou animo de sair de determinada situação. E refletindo após a leitura, me perguntei várias vezes “porque estou assim? Porque deixei que a situação chegasse a esse ponto?” em relação a tudo, trabalho, amigos, família, namoro. Percebi o quão parado estava, e que simplesmente estava eu, deixando a vida me levar, sem nem me importar com o caminho. Praticamente um viciado que fica refém da droga e não encontra outra saída senão continuar ali, naquela situação.

Mas, como felizmente não sou um viciado estou saindo dessa situação, dessa estagnação que tomou conta da minha rotina, da minha vida nesses últimos meses. E uma das maneiras que está me ajudando a mudar isso é voltando a escrever, me dedicando mais a leitura, que são coisas que me dão prazer e que me fazem bem. E escrever aqui, vai ser uma dessas maneiras da minha “terapia”, espero que funcione e que possa construir algo de diferente das minhas últimas tentativas de fazer um blog.
Não é querendo me gabar mas, já me disseram antes e eu também acredito que seja verdade, que tenho capacidade e potencial para fazer coisas grandes, aliás, todos nós temos. O que nos falta é coragem de buscar esse algo grandioso. Pois pessoas que marcaram história no mundo: artistas, atletas, só conseguiram realizar seus feitos por insistência, porque acreditaram e não desistiram de seus objetivos mesmo quando tudo os impulsionava a desistência. Os preguiçosos (como eu), terminam por parar no meio do caminho, ou no início dele. E acabam seus dias chorando as magoas em blogs na internet.

Link do site: http://papodehomem.com.br/
Link do artigo: http://papodehomem.com.br/o-garoto-que-mancava-e-outras-reclamacoes-do-mundo-moderno/

por Hélio Santos
Poemas/Poesias / outubro 05, 2013

Riscos

 

Rir é correr o risco de parecer tolo.

Chorar é correr risco de parecer sentimental.

Estender a mão é correr o risco de se envolver.

Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.

Defender seus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.

Amar é correr o risco de não ser correspondido.

Viver é correr o risco de morrer.

Confiar é correr o risco de se decepcionar.

Tentar é correr o risco de fracassar.

Mas os riscos devem ser corridos, porque o maio perigo é não arriscar nada.

A pessoa que não corre nenhum risco não faz nada, não tem nada e não é nada.

Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem, não mudam, não crescem, não ama, não vivem.

Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se da sua liberdade.

Somente a pessoa que corre riscos é livre.

 

Autor desconhecido.

 

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(pra ser feliz com alguém é preciso correr riscos)

por Hélio Santos
Sociedade / setembro 28, 2013

O texto.

Lá pelas tantas da manhã, sem sono, sem coragem, sem imaginação ou criatividade. A tela branca que teima em aparecer na sua frente, começa a irritar. Ficando ali sentando, tentando encontrar uma maneira, uma forma de descobrir o que escrever, o que dizer. “Para quem? Por quê?”, a resposta seria fácil se a pergunta também fosse. Indagando a si mesmo sobre o real proposito de estar ali a horas tentando filtrar ideias e diluí-las no computador.

Tentou escrever sobre as notícias mais recentes, mas imaginou que outros o fariam, e que se não o fariam os jornalistas especializados nisso já estariam fazendo. Tentou escrever sobre o seu dia tedioso, mas resumiu que de tédio o mundo já está cheio. Mais uma história triste não iria comover ninguém. Tentou escrever sobre alguma história vivida que não havia contado a alguém para mostrar a veracidade dos fatos, mas como não havia contado a ninguém, dificilmente iriam acreditar em tal realidade.

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Enfim, cansado de tanto pensar e apagar textos incompletos, após a quinta xícara de café que a essas alturas já se encontrará morna e deixando o café comum gosto amargo e forte na boca. Nessas alturas o sono começou a vir, morfeu costuma fazer visitas inesperadas nos momentos em que menos se espera. Deixou o teclado de lado, e foi “percorrer” os canais da tv a cabo. Infinitos canais que fica quase impossível se decidir. O que assistir a essa hora? A não ser pelos desenhos animados sem pé nem cabeça e pelas séries de vida animal, nada de diferente, nada de “novo”.

Aquela sensação de incapacidade, de frustração começa a tomar conta, pela percepção de nada ter feito, de nada ter realizado em tanto tempo. Nessa altura a cama parece bem mais atrativa do que a cadeira dura e gélida que tenta voltar. Deve ser isso o que sentem escritores com “crises de criatividade”, realmente é algo angustiante. E nessa angustia, um momento de clareza e objetividade aparece. Como um clarão no céu sombrio e escuro de uma noite chuvosa. Sua mente se “ascende” se mostrando forte e límpida como esse clarão, suficientemente claro para fazer transcrever alguns parágrafos, e resumir um pouco dessa madrugada angustiante que foi redigir um pequeno texto, simples e singelo.

por Hélio Santos
Sociedade / setembro 28, 2013

É Proibido

 

A informação é um pouco velha, mais o tema merece ser lembrado.

Quem nunca viu aquelas placas, cartazes ou folhetos em estabelecimentos comerciais, como: “proibido uso de celulares moveis”, “proibido a entrada de cães” ou a mais famosa “proibido fumar”. Mas recentemente, (ou não tão recente assim), uma dessas placas me chamou a atenção com a seguinte frase:

“Proibido o uso de aparelhos sonoros sem fone de ouvido”.

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Estava eu em um ônibus de transporte coletivo a caminho do trabalho e me deparei com essa placa. Fiquei curioso a ao mesmo tempo surpreso ao ver uma placa dessas em um ônibus. Depois de uma pesquisa, descobri que aqui em Campinas, (cidade onde moro) essa regulamentação vem da Lei nº 14.350, de 27 de Julho de 2012 (Disciplina o uso de aparelhos sonoros no interior de ônibus de transporte coletivo urbano no município e dá outras providências. (DOM 30/07/2012:1)) [fonte: http://www.campinas.sp.gov.br/bibjuri/transitotransporte.htm#leis].

Essa nova lei com certeza está trazendo um pouco de sossego aos utilizadores de bom sendo do transporte público nas grandes cidades. Pois por algumas dezenas de vezes já me deparei em situações em que havia um indivíduo dentro do ônibus com seu aparelho celular tocando músicas em um volume muito alto. Trazendo desconforto aos demais passageiros, pois já é uma luta diária aos cidadãos enfrentar conduções completamente lotadas, sem lugar algum para se sentarem e além disso, aguentar o “barulho” desses aparelhos as 06,07 horas da manhã é difícil e não há paciência que aguente tanto.

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(Imagem do órgão responsável pelo transporte público em Petrópolis – RJ)

Não faço nem referência ao estilo musical que é ouvido nesses aparelhos, porque…

Enfim, é interessante ver que a irritação da ordem pública está sendo um senso comum na maioria dos centros urbanos. Lugares cujos quais a propagação de ruídos e barulhos aumenta a cada dia. As pessoas cada vez mais querem paz e sossego. Escuto muito amigos do meu pai que na maioria são homens de meia idade, e que estão um pouco longe da aposentaria dizendo: “Quando me aposentar, foi para o interior, viver tranquilo e sossegado”. Podemos perceber uma inversão no itinerário, que anos atrás era feito pelos sertanejos que iam tentar a vida na cidade grande.

É mais uma prova de que nem tudo são flores na nossa vida urbana, onde aqui tudo é pra ontem, onde as escolhas tem que ser rápidas, onde não há lugar para o erro, o respeito diminui, e com isso a irritação e o stress aumentam. O que faz com que a maioria das pessoas queiram distancia desses centros urbanos. Mas muitos não disponham da possibilidade de mudarem sua localidade. Eis que surgem medidas como estas, que visam a melhora nos ambientes, tentando trazer pelo menos um pouco de “silêncio”.

por Hélio Santos
Sociedade / setembro 27, 2013

Frustração, Redes Sociais e Política.

 

Mais uma semana que se passou e mais um final de semana que vem chegando. Estou tentando controlar minha ansiedade, pois as vezes sinto uma necessidade enorme que chegue a sexta-feira ou o sábado achando que vou conseguir fazer coisas mirabolantes, realizar todos os projetos que penso e quando realmente chega o momento de botá-los em prática, não consigo realiza-los e quando chega a segunda-feira só me fica na mente: “O que eu fiz?” – Nada.

Essa é a resposta, nada. Simplesmente fiquei nas redes sociais, sai, conversei com meus amigos, encontrei meus familiares e minha namorada. Nada demais, tudo o que um cara normalmente faria. Mas não, eu tenho que bancar o “diferente”. E a vem a frustração, frustração por não ter feito nada daquilo que eu esperava, frustração por perceber que eu sou “levado” pelo impulso de ficar navegando na rede horas e horas sem propósito algum.

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Muitas pessoas acham isso normal, e até é mesmo, só que uma coisa que muitas dessas pessoas não percebem é que esse “estimulo” de ficar na internet acaba nos transformando em “zumbis” e “viciados” que dependem única e exclusivamente de saciar sua vontade: Ficar conectado.

Conheço pessoas que não ficam mais de 2 ou 3 horas sem acessar seu perfil no Facebook. Pessoas que estão no trabalho, mas não deixam de “dar uma olhadinha” na sua timeline pra ver o que está acontecendo de “novo”. Tudo bem, dar uma olhada é praticamente normal, mas a pessoas que ficam de 5 em 5 minutos olhando aquele celular com obsessão como se o fato de não olhar fosse fazer ela perder algo de super mega interessante ou importante.

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Segundo pesquisa (não me recordo qual) os brasileiros são os internautas que dedicam mais do seu tempo para ficar na internet. Em média são de 7 a 8 horas por dia dedicadas única e exclusivamente a internet. Se fossemos analisar isso. Partindo do princípio que a internet é uma ferramenta que nos traz um conhecimento vasto sobre diversos assuntos e temas, se esse tempo fosse aproveitado para algo que fosse beneficiar a outras pessoas, imaginem só quantas coisas, nós brasileiros não poderíamos desenvolver e criar?

Muitos vão dizer: “Existem pessoas especializadas para fazer tal coisa, (políticos) porque devo me preocupar?”. Eu digo que sim, você deve se preocupar porque não é responsabilidade de um determinado grupo, e sim de todos, todos os cidadãos. Se utilizássemos a internet com coerência, manifestações como as que ocorreram em Junho e Julho desse ano seria muito mais frequentes, esse seleto grupo de pessoas responsável por criação e desenvolvimento de “coisas uteis” para a população com certeza iam finalmente fazer aquilo que seu trabalho é destinado, melhorar e beneficiar a todos.

Quem sabe agora, depois desses acontecimentos, nós “internautas” considerados massa de manobra não possamos realmente utilizar a internet não só apenas para passar o fim de semana grudado em frente a uma tela de computador, mas sim ir pra rua, buscar melhores condições para todos e realmente mostrar o sentido de: “O gigante acordou!”

Não estou aqui querendo intitular anarquismo ou até mesmo dizer que viver em manifestações todos os dias é algo bom, e que com isso vai mudar tudo. Estou apenas mostrando que dessa maneira, poderíamos ser mais ouvidos e dar um sentindo a palavra democracia.

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por Hélio Santos
Sociedade / setembro 27, 2013

Satisfação ou Obrigação?

 

Trabalho. Palavra simples, mas com várias definições. “Ora, porque várias definições? Trabalho é trabalho”. Eu afirmaria em concordância essa frase, porém, um pouco de experiência profissional e pessoal me revelaram outra realidade.

O trabalho não é só simplesmente aquele local onde te faz levantar as 06h00min da manhã, tomar um café rápido e se despedir brevemente de sua família, antes de encarar um trânsito de mais de 10 km de congestionamento na principal via de acesso da cidade. Algumas horas no trânsito te faz perceber isso. Tantas pessoas, tantas vidas ali paradas, esperando o que? Obviamente que é uma saída daquele caos que se instalou por toda a via, mas, o que elas esperam obter? Aonde estão indo? Seja no trabalho, na escola. O que as motiva?

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Dinheiro, experiência, solução, vários são os motivos, muitas tem como o trabalho a maior motivação para obter esses itens, só que, entretanto quando estão lá, se sentem infelizes, se sentem mal. Talvez pelo stress desenvolvido por toda a pressão que seu chefe e clientes te e oponham o drama desse mundo capitalista que nos obriga a fazer e querer sempre mais e mais e nunca estarem saciados.

Nesses momentos de desespero colocamos a culpa no nosso trabalho, que é chato, estressante, maçante, que nos deixa mais de 10 horas longe de nossa família. Algo que você faz somente pela necessidade de ter, e não pelo prazer de fazer simplesmente. Que bom seria se acordássemos toda manhã ecoando em pensamentos como: “Hoje vou trabalhar e me sinto ótimo por isso!”, é claro que muitas pessoas tem esse pensamento, mas uma grande parcela ainda pensa: “Hoje vou ter que ir para aquela merda de novo!”.

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O trabalho pode ser um mal necessário, mas que não necessariamente deve acabar com o nosso humor, com a nossa energia. Ele poderia pelo contrário, melhorar o nosso humor, nos tornar mais felizes, porque não?! É algo que deveríamos buscar, não só para melhorar nosso humor, mais para melhorar a nossa convivência com os colegas do trabalho, e não descontar nossas frustrações e stress na nossa família que nos espera em casa no final do dia. É uma tarefa árdua e difícil, mas na realidade cruel e mais verdadeira de todas…quem disse que ia ser fácil?

por Hélio Santos

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