Destaques, Sociedade / setembro 04, 2016

O SEMESTRE

(A incrível arte de perder o rumo da vida em poucos meses)

Preludio: Sumindo novamente

No último post escrevi que estava conseguindo conciliar todas as esferas da minha vida a ponto até de conseguir escrever com frequência no blog. Pois bem, essa organização toda não durou muito e como diz um amigo meu “ a bicicletinha perdeu o freio bem na descida”. Mais de três meses desde a última publicação e muita coisa aconteceu e claro eu não consegui manter os planos de postar regularmente. Estou ao ponto de começar a rever as coisas que escrevo.  Esse primeiro semestre tem muita culpa nisso

O QUE TA ACONTESENO?

Minha ideia inicial meses atrás era fazer um post destinado ao primeiro semestre deste ano e postá-lo entre o final de maio começo de junho. Porém, como podem perceber não foi bem isso o que aconteceu. Todo esse primeiro semestre foi importante para mim, mas o mês de maio sempre tem um sabor  especial.  Não é um mês diferente somente pelas datas comemorativas que temos nesse mês como o dia do trabalho, dia das mães, dia da abolição da escravatura no Brasil, excecionalmente esse ano Corpus Christi, dia do enfermeiro, dia da Língua nacional, dia do Gari, dia das bandeiras, dia do estatístico, dia do apicultor e por último mais não menos importante meu aniversário é claro. E também dia em que faz um ano desde que dei esse novo rumo ao blog. Exatamente no dia do meu aniversário “inaugurei” o domínio urbanavida.com. Foi um dos dias que mais me deu felicidade e dor de barriga por ansiedade.

Queria colocar logo o blog “no mundo” e mostra-lo para todos. E para minha felicidade aquele post foi bem acessado.

Divulgação: Google

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“22 coisas que aprendi aos 22 anos” é um dos posts com mais visualizações desse 1 ano de novo blog. E em algum momento essa ansiedade, essa vontade de postar meio que se perdeu. Manter periodicidade nas postagens tem sido um desafio e uma frustração enorme. Em alguns momentos consigo em outros desapareço por completo do blog. São ações simples que podem melhorar isso mas não, faço questão de torna-las complicá-las. Acho que estou precisando reler o texto sobre procrastinação que escrevi anos atrás pra lembrar como é difícil essa vida e tentar sair dessa.

Acredito que um dos maiores desafios foi a faculdade sem dúvidas. Como mencionei no meu último post meses atrás, reiniciar essa vida acadêmica depois de um tempo parado iria ser difícil. Me concentrei tanto a faculdade que acabei esquecendo que ela por si só na verdade não foi o mais complicado, mas sim, conciliar tudo o que faço. Não só a faculdade, mas o trabalho, a socialização com meus amigos e família, escrever no blog claro, os dias que você não tem vontade de fazer nada a não ser deitar, como e dormir  (aaah saudades de fazer isso). Todas essas atividades exigem tempo, exigem uma programação melhor desse tempo e uma certa dedicação para que aconteçam da melhor forma possível, algo que eu falhei miseravelmente.

 

YOU HAVE FAILED THIS CITY

Divulgação: Google

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Ao maior estilo Arqueiro Verde nos bons tempos “Eu falhei com essa cidade”. O principal intuito do blog era falar de coisas cotidianas, coisas da rotina dessa vida totalmente urbana que levamos, coisas que observo no dia a dia da cidade, mas que nesse semestre mal consegui fazer. Meu bloco de notas do celular está cheio de ideias que foram esquecidas e deixadas de lado ao longo desses seis meses (sim eu uso o bloco de notas apesar de muita gente nem saber para que tem isso no celular).

Não estou escrevendo isso apenas para me lamentar de como fui falho naquilo que queria fazer, mas uma forma de mostrar como as vezes fazemos mil planos mirabolantes e que na nossa cabeça vai super dar certo e no fim não temos o foco suficiente para que esses planos saem da nossa mente e se tornem realidade. E nesses momentos de frustrações as pessoas tendem a jogar a culpa em elementos externos. Na falta de tempo, que trabalham demais, estudam demais, imprevistos que acontecem, o que realmente pode acontecer. Mas, será que são sempre esses os vilões de nunca conseguirmos realizarmos determinados planos e atividades? Eu duvido muito. O fator interno com certeza é um dos principais motivos. E com certeza eu mesmo sou o meu maior problema para conseguir ter um desempenho melhor no blog.

É meio louco e estranho achar e pior, publicar isso na internet, de que eu sou meu maior problema. Eu tenho certeza que Freud deve ter uma puta explicação lógica e de como a psiquê humana interfere nisso, mas, de forma mais clara estou cometendo auto sabotagem.

 

VOCÊ É SEU MAIOR PROBLEMA

Pois é meus nobres e estimados colegas, aquele dia que você acorda numa puta preguiça mas tem uma carreta de exercícios para entregar ao professor de matemática (graças a Deus eu escolhi humanas), ou aquele texto de 6 páginas que deve resumir de um outro texto de 50 páginas. É nesse dia, justo nesse dia que você deveria trabalhar mais, se dedicar mais, ter um empenho diferente dos outros dias, é justo nesse, que você menos faz o que deveria fazer.

Não digo isso só para tarefas da escola ou faculdade, desde as mais simples, de levar o lixo pra fora até praticar

Divulgação: Google

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exercícios. Coisas que sabemos ser essências ou terem sua importância mas que por fim  acabamos atrasando, deixamos de lado ou o que mais acontece: deixando pra última hora. É uma situação difícil do ponto que, a partir do momento em que você toma ciência que  vive no“mundinho de preguiça” sair dele é ainda mais complicado. Mas não impossível. A auto sabotagem faz isso, nos mantém, acomodados e inertes em uma situação, “só” nos cabe sair dela, mudar ela, a nossa própria vontade.

“Como?”  – Você acomodado como deve ter se perguntado. Se eu soubesse a resposta dessa crise existencial não estava aqui escrevendo esse texto e refletindo comigo mesmo sobre o assunto. Não existe fórmula mágica. Existe força de vontade e vontade de fazer diferente de ver a vida indo pra frente tomando novos rumos, alcançando novos horizontes e não estagnada. Nos queixando e reclamando de como a vida é injusta.

Ninguém consegue essa mudança da noite para o dia. Beethoven não compôs a nona sinfonia de uma pra outra. Bejamin Franklin não inventou a eletricidade de uma hora pra outra. MC Biel não acabou com a “carreira” dele de uma hora pra outra, não pera…

O que quero dizer meus amigos, para reflexão de todos nós, e no momento reflexão minha, é que com as pequenas mudanças, as pequenas atitudes diferentes que tomamos são passos importantes para acabar com essa auto sabotagem e mania de colocar a culpa em tudo que nos cega.

A disposição é sua e somente sua. E terminando aqui parafraseando Emicida em um grau mais profundo de reflexão “você é o maior representante do seu sonho na face da Terra. Se isso não fazer você se mover chapa, eu não sei o que vai”.

 

por Hélio Santos
Sociedade / outubro 26, 2014

Seja um cidadão consciente você também.

Mostra sua força Brasil.

E enfim estamos nele. Chegamos naquele momento onde todo mundo sabe o que é melhor, sabe o que deve ser feito e planejado. Todos somos “técnicos” e “especialistas” no assunto. Alguns são conservadores e ditam pelo mesmo de sempre, pois é nele que as coisas têm acontecido. Outros mais radicais buscam a mudança, inovação sem medo algum, se jogam em novas palavras e jeitos novos de se dizer o mesmo de sempre. Alguns outros mais cautelosos procuraram estudar afinco, saber detalhes, ficar procurando “pelo em ovo” e no fim, deixar passar tudo em branco e apenas se queixando tempo depois. Pois é, e assim caminhamos para mais um pleito.

Passamos pelo tão fatídico dia da eleição. No último dia 05 de Outubro e hoje no dia 26, acompanhamos mais uma “festa da democracia” brasileira. Nessa eleição me senti muito mais maduro na escolha do meu voto, senti que agi de plena consciência sem partir da opinião de terceiros, não me deixei ser coagido, seja por parentes, amigos, conhecidos, religiosos, etc. Foi uma questão de pura e total escolha minha e apenas minha. Coisa que deveria ser feita naturalmente, mas você brasileiro como eu, sabe que muitas vezes não é isso que fazemos. Nos deixamos levar, somos influenciados e coagidos por outras pessoas muitas vezes sem ao menos perceber, e quando acordamos já tarde demais. Me senti assim não última eleição municipal em 2012. Semanas após a votação fiquei avaliando os candidatos em que votei e cheguei a conclusão que me identifiquei apenas com as ideias de um candidato “então porque raios votou nos outros?” além de citados os motivos acima, acredito que fiz de maneira inconsciente a transferência de responsabilidade a outros. Mostrando que se meu voto fosse errado o voto de outras milhares de pessoas que também votaram no mesmo candidato também haveria sido errado e repreensões seriam evitadas. Eu sei, louco não é?

Ao longo do tempo aprendi a ser observador e ficar atento a maneira com que as pessoas expressam suas opiniões, e o que falei a pouco é a mais pura realidade brasileira. Nós cidadãos, nos deixamos levar muitas vezes por candidatos pomposos que falam bem, prometem mundos e fundos, por parentes e amigos que se identificam com certos candidatos e pensamos: “Se fulano vota nele é porque ele realmente deve ser bom”. Eu pensei assim por algum tempo, e vejo o quão isso foi prejudicial ao meu voto, a minha escolha e a minha cidadania. Não foi algo simples, perceber que em alguns casos eu praticamente havia jogado meu voto fora, mas felizmente eu percebi o quão equivocado fui, o quão alienado fui.

Depois disso tudo cheguei a conclusão que, se eu, possuindo acesso a informação, tenho capacidade de buscar essa informação muito mais fácil do que pessoas que vivem nas regiões mais isoladas e carentes do Brasil, ainda sim, mesmo tendo todo esse acesso, votei de maneira inconsciente, imagina as pessoas que não possuem esse acesso? O quão manipuláveis elas são e o quanto elas fazem do seu voto, uma moeda de troca totalmente desvalorizada. É uma dura realidade de um país que sonha com melhorias e mudanças. Um país com pessoas sofridas, que se dedicam ao máximo pelos seus, um país que esperava mais dos seus representantes.

Infelizmente essa uma realidade que demorará anos e anos para ser mudada, se é que um dia vai ser mudada. Mas, como bom brasileiro, não perco a esperança de um futuro melhor, de uma mudança maior e significativa. Por enquanto essa “utopia política” fica nos sonhos, no momento fica a iniciativa de buscar dentre as opções o melhor que temos, e assim, esperar e principalmente cobrar (que é outro detalhe que nós brasileiros não fazemos) os nossos representantes. Pois política por si só, não é apenas os engravatados que fazem, todos nós fazemos, e por assim ser, nós devemos buscar as mudanças e não esperá-las sentados enquanto as coisas acontecem em nossa volta.

Pois é, eleições são assim, complicadas, difíceis de entender, difíceis de serem interpretadas de uma forma clara por todos, mas será que deveria continuar a ser assim?
Nesse segundo turno das eleições presidências, que possamos ter maior consciência da nossa responsabilidade enquanto cidadãos dessa nação e buscar sempre o melhor para nós, nossa família e nossos semelhantes, se é de um Brasil justo que estamos atrás essa é a hora de tentá-lo fazer ser realidade, hoje, amanhã e cada dia mais.

por Hélio Santos
Sociedade / Fevereiro 20, 2014

A Mudança?!

Bom, como pode ser percebido fiquei um tempo “razoavelmente bom” sem postar nada aqui. E mais uma vez cai no mesmo pensamento: “Ninguém lê isso, estou perdendo meu tempo aqui”. Por duas (ou até mais vezes), tentei fazer um blog e desisti antes mesmo de começar, e quando começou não durou mais que um mês.

Ora vejam só, esse está durando mais que três meses. Passado o período de experiência, acho que é hora de renovar novamente, hora de realizar mudanças e não apenas desistir e começar do zero, ou simplesmente deixar de lado um projeto.
Nos últimos dias, eu li um texto de um escritor e roteirista que conheci através do site papo de homem (link do site pra quem quiser visitar no final do post), Rob Gordon é seu nome, e gostei bastante do texto. Obviamente eu não vou contar o texto passo a passo, mas basicamente falava sobre pessoas que usam determinadas situações para se fazerem de “vitimas” para mostrar a outras pessoas, coisas como: “olha pra mim, estou machucado, estou me esforçando e por isso mereço ser reconhecido, acolhido por todos”. Pessoas que vivem reclamando da vida, mas que não movem uma palha para mudar a situação que as deixam desconfortáveis.

Sem título

Sinceramente, eu vi nesse texto muito de mim. Enquanto percorria cada linha, cada parágrafo, o que me vinha no pensamento era: “esse cara está falando de mim”. Porque era assim que me sentia, acomodado, parado, estagnado em um canto sem vontade ou animo de sair de determinada situação. E refletindo após a leitura, me perguntei várias vezes “porque estou assim? Porque deixei que a situação chegasse a esse ponto?” em relação a tudo, trabalho, amigos, família, namoro. Percebi o quão parado estava, e que simplesmente estava eu, deixando a vida me levar, sem nem me importar com o caminho. Praticamente um viciado que fica refém da droga e não encontra outra saída senão continuar ali, naquela situação.

Mas, como felizmente não sou um viciado estou saindo dessa situação, dessa estagnação que tomou conta da minha rotina, da minha vida nesses últimos meses. E uma das maneiras que está me ajudando a mudar isso é voltando a escrever, me dedicando mais a leitura, que são coisas que me dão prazer e que me fazem bem. E escrever aqui, vai ser uma dessas maneiras da minha “terapia”, espero que funcione e que possa construir algo de diferente das minhas últimas tentativas de fazer um blog.
Não é querendo me gabar mas, já me disseram antes e eu também acredito que seja verdade, que tenho capacidade e potencial para fazer coisas grandes, aliás, todos nós temos. O que nos falta é coragem de buscar esse algo grandioso. Pois pessoas que marcaram história no mundo: artistas, atletas, só conseguiram realizar seus feitos por insistência, porque acreditaram e não desistiram de seus objetivos mesmo quando tudo os impulsionava a desistência. Os preguiçosos (como eu), terminam por parar no meio do caminho, ou no início dele. E acabam seus dias chorando as magoas em blogs na internet.

Link do site: http://papodehomem.com.br/
Link do artigo: http://papodehomem.com.br/o-garoto-que-mancava-e-outras-reclamacoes-do-mundo-moderno/

por Hélio Santos

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